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Brasil Bolsonaro defende a reforma da Previdência no Twitter e diz que ela estabilizará as contas públicas

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Desde o dia 20 de fevereiro, quando a reforma da Previdência foi entregue pelo governo ao Congresso, o presidente não tocava no assunto em rede social. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter na quinta-feira (07) para defender a reforma da Previdência ao afirmar que ela permitirá estabilizar as contas públicas e viabilizará uma “rígida” reforma tributária.

“Os avanços que o Brasil precisa dependem da aprovação da Nova Previdência. É a partir dela que o país terá condições de estabilizar as contas, potencializar investimentos, viabilizar uma rígida reforma tributária e enxugar ainda mais a máquina pública, reduzindo nossas estatais”, escreveu Bolsonaro em uma das duas postagens sobre a reforma.

“Foi pensando na importância disso que nosso time econômico elaborou um modelo de previdência que segue os padrões mundiais, que combate privilégios como aposentadoria especial para políticos, que cobra menos dos mais pobres, e que incluirá todos, inclusive militares. Seguimos!”.

A publicação de Bolsonaro no Twitter acontece depois de o presidente provocar polêmica nas redes sociais durante o carnaval ao divulgar um vídeo controverso – em que um homem urinava sobre outro no que aparentava ser um bloco de rua – para criticar os festejos.

O episódio gerou diversas críticas, entre elas de que o presidente não estaria focado na reforma da Previdência, considerada a principal prioridade para equilibrar as contas públicas e permitir a recuperação da economia.

“Congresso soberano”

Bolsonaro afirmou que o Congresso Nacional é soberano para fazer eventuais mudanças na proposta da reforma da Previdência desde que o texto não seja desidratado. “Nós pretendemos, sim, aprovar esta reforma que está lá. Se bem que o parlamento é soberano para fazer qualquer possível alteração. Só esperamos que ela não seja muito desidratada para que atinja realmente seu objetivo e sobrem recursos para nós investirmos em emprego, segurança, saúde, educação. É isso que pretendemos com a nova reforma da Previdência”, disse o presidente.

Bolsonaro voltou a reforçar a necessidade da reforma: “Não é porque eu quero, nós precisamos fazer uma reforma da Previdência. Afinal de contas, ela está mais do que deficitária. E nós não queremos que no futuro o Brasil se transforme numa Grécia, onde chegou-se ao fundo do poço na questão econômica”, afirmou.

Líder do governo

A líder do governo no Congresso Nacional, Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou na quinta-feira que cinco deputados disputam a relatoria da reforma da Previdência para quando o texto chegar à comissão especial.

Enviada em 20 de fevereiro, a proposta será discutida primeiro na Comissão de Constituição e Justiça, onde os deputados analisarão se a reforma está de acordo com a Constituição. Depois, o texto seguirá para uma comissão especial, responsável por analisar o mérito, ou seja, o conteúdo do projeto apresentado pelo governo.

Na comissão especial, caberá ao relator, por exemplo, formular um parecer recomendando a aprovação ou a rejeição do texto; sugerir eventuais mudanças na proposta original; e decidir se acolhe propostas de outros parlamentares.

“O importante é que [o relator] seja alguém absolutamente alinhado com essa pauta econômica, alinhado com o governo e também alinhado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, uma vez que todos nós estamos convergindo para o mesmo caminho em relação à nova Previdência, afirmou a deputada.

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