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Política Bolsonaro demite o secretário-executivo da Casa Civil por usar avião da Força Aérea Brasileira

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O presidente cumprimenta Vicente Santini em Nova Déli, na Índia

Foto: Alan Santos/PR
Bolsonaro cumprimenta Vicente Santini em Nova Déli, na Índia. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta terça-feira (28) o secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini, após ele ter utilizado um jato da FAB (Força Aérea Brasileira) para viajar à Índia.

“Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx [Lorenzoni]. Destituído por mim. Vou conversar com Onyx para decidir quais outras medidas podem ser tomadas contra ele. É inadmissível o que aconteceu, ponto final”, afirmou o presidente após retornar do país asiático.

Bolsonaro ficou irritado com o fato de Santini ter viajado em um avião da FAB com apenas três passageiros – ele e mais duas assessoras – de Davos, na Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial, para Nova Déli, a fim de acompanhar a comitiva presidencial. Conforme Bolsonaro, o trio deveria ter pego um voo comercial.

A viagem do secretário-executivo na aeronave da FAB foi divulgada pelo jornal O Globo. Ele estava representando o titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que encontra-se em férias.

“O que ele fez não é ilegal, mas é completamente imoral. Ministros antigos foram de avião comercial, classe econômica”, afirmou o presidente, que ficou contrariado com o custo da viagem.

Na noite de segunda-feira (27), a Casa Civil divulgou a seguinte nota sobre o caso: “Em relação à utilização de aeronave da FAB pelo secretário-executivo (e ministro interino) José Vicente Santini: a solicitação seguiu os critérios definidos na legislação vigente”.

De acordo com a FAB, por decreto, podem utilizar as aeronaves oficiais ministros de Estado e “demais ocupantes de cargo público com prerrogativas de ministro”.

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Ildefonso Pavan
28 de janeiro de 2020 17:24

Mas se alguém não começa amigo ,a mamata continua !

Fabio Luis
28 de janeiro de 2020 16:17

Vestígio de alguma mudança moral, mas são tantas regalias que difícil acreditar que vai mudar

Wil Santos
28 de janeiro de 2020 17:15

Sim, parece que legal era, mas completamente desnecessário e imoral!

José Ferraz
28 de janeiro de 2020 16:29

O cara não é bobo, achou uma brecha e deu uma de Ministro, agora, o Oficial da FAB que liberou e o Comandante da aeronave devem tb ser responsabilizados, deveriam checar antes se o procedimento era legal.

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