Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de abril de 2020
Aconteceu, na tarde dessa quarta-feira (29), a cerimônia de posse de André Mendonça, novo ministro da Justiça e Segurança Pública, e de José Levi, o novo titular da AGU (Advocacia-Geral da União). O presidente, Jair Bolsonaro, esteve presente no evento.
André Mendonça, pediu a Bolsonaro, durante o seu discurso de posse, que cobre dele “mais operações” da PF (Polícia Federal). Mendonça substitui Sérgio Moro, que deixou o governo acusando Bolsonaro de interferir politicamente na PF.
“Cobre de nós mais operações da Polícia Federal, presidente”, afirmou Mendonça quando elencava os compromissos que terá à frente do Ministério da Justiça.
Em seu discurso na solenidade no Palácio do Planalto, Bolsonaro destacou a independência, a harmonia e o respeito entre os Três Poderes. “Assim que me comporto e dirijo essa nação. Não posso admitir que ninguém ouse desrespeitar a nossa Constituição”, declarou.
“A nossa Polícia Federal não persegue ninguém, a não ser bandidos”, disse. “O senhor Ramagem, que tomaria posse, foi impedido por uma decisão monocrática, foi impedido de tomar posse hoje [quarta, 29]. Gostaria de honrá-lo hoje dando posse como diretor-geral da PF. Tenho certeza que esse sonho brevemente se concretizará para o bem da nossa PF e do nosso Brasil”, prosseguiu.
Nessa quarta, antes da cerimônia, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes cancelou a nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da PF. Ramagem é amigo da família Bolsonaro.
AGU
O discurso de posse do novo Advogado-Geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior, foi focado na valorização das instituições. Levi falou no Palácio do Planalto, na cerimônia que também empossou o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. O novo advogado geral começou cumprimentando os presentes, mas deixou para o fim da fala a primeira dama, Michelle Bolsonaro, e as demais mulheres.
“Quando um país tem a inestimável fortuna de construir uma democracia, o desafio seguinte é buscar o constante aprimoramento da prática democrática. Isso só vem da persistência da prática e da profunda fé nas instituições representativas. As democracia são diretamente ligadas à segurança jurídica. As pessoas saem do estado de natureza, entram na sociedade para que tenham essa segurança”, afirmou.
O novo advogado geral da União destacou a importância de uma “advocacia proativa” que “acompanha a gestão pública desde a sua gênese, e abraça as possibilidades e alternativas na constitucionalidade e legalidade”. “A advocacia é amiga da gestão pública, que ajuda a construir e previne uma fase subsequente em juízo. Se a advocacia e a gestão pública andam juntas desde a gênese da política pública, nós temos segurança jurídica”, destacou.
“Minha fala é breve porque há muito trabalho pela frente. Assim, gostaria de registrar alguns agradecimentos, sobretudo ao presidente (da República) pela confiança e oportunidade. Também agradeço a confiança que recebi desde sempre do ministro da economia, do advogado geral da união, de Braga Netto, (general Luiz Eduardo) Ramos. Agradeço à formação acadêmica que me proporcionou chegar até aqui”, disse.
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