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Política Bolsonaro discursa na abertura da Assembleia-Geral da ONU

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Essa foi a terceira vez que Bolsonaro discursa presencialmente na ONU. (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro criticou, nesta terça-feira (20), o candidato do PT a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Sem citar o nome do petista, seu principal adversário nas eleições, Bolsonaro ressaltou escândalos de corrupção na Petrobras e afirmou que “o responsável por isso foi condenado em três instâncias”. Ainda na sua fala, ele defendeu seu governo e citou a agenda ideológica.

“No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no País. Somente entre o período de 2003 e 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político em e desvios chegou a casa dos US$ 170 bilhões de dólares. O responsável por isso foi condenado em três instâncias por unanimidade.”

A fala de Bolsonaro foi repleta de referências à política interna do Brasil, com diversos temas que o presidente tem explorado em seus discurso eleitorais, menções à pauta de costumes.

Bolsonaro, por exemplo, lembrou as comemorações do Bicentenário da Independência — na ocasião, ele foi acusado pelos seus adversários de ter utilizado a data com propósitos eleitorais.

“Nesse 7 de setembro, o Brasil completou 200 anos de história como nação independente. Milhões de brasileiros foram às ruas, convocados pelo seu presidente, trajando as cores da nossa bandeira. Foi a maior demonstração cívica da história do nosso país, um povo que acredita em Deus, Pátria, família e liberdade.”

Bolsonaro também utilizou a tribuna da ONU para se defender de acusações que tem sofrido durante a campanha, como por sua política durante a pandemia de covid e sua relação com mulheres.

Em relação à pandemia, Bolsonaro afirmou que seu governo “não poupou esforços para salvar vidas e preservar empregos”. Entretanto, o presidente diversas vezes minimizou a gravidade da covid, além de ter descumprido e desestimulado as principais recomendações de especialistas para conter o vírus.

Já sobre as mulheres, público em que enfrenta rejeição, o presidente disse que seu governo tem dado “prioridade” à “proteção das mulheres”.

Em outro momento, exaltou a primeira-dama Michelle Bolsonaro, sua principal cabo eleitoral entre as mulheres.

“Trabalhamos no Brasil para que tenhamos mulheres fortes e independentes, para que possam chegar aonde elas quiserem. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, trouxe novo significado ao trabalho de voluntariado desde 2019, com especial atenção aos portadores de deficiências e doenças raras.”

Apesar da crítica a Lula, Bolsonaro retirou do discurso uma outra referência ao ex-presidente e a sua sucessora, Dilma Rousseff, também do PT. Ao falar sobre a chegada de refugiados venezuelanos ao Brasil, a previsão era que o presidente citasse que o governo do país vizinho teve “apoio de dois ex-presidentes de esquerda do Brasil”. Entretanto, ele não leu esse trecho do texto.

O presidente também citou a perseguição a cristãos na Nicarágua, tema que tem sido muito explorado em sua campanha para desgastar o PT, que apoiou a eleição do presidente Daniel Ortega. Bolsonaro afirmou que o Brasil “abre suas portas para acolher” padres e freiras que tiveram que deixar o país.

Exposição internacional

Bolsonaro chegou em Nova York na segunda-feira, vindo direto de Londres, onde acompanhou o funeral da rainha Elizabeth II. O núcleo da campanha do presidente tem a expectativa de que os dois compromissos internacionais deem uma projeção positiva a Bolsonaro, na reta final da campanha eleitoral.

Entretanto, o presidente foi criticado por utilizar a viagem ao Reino Unido em função de sua tentativa de reeleição. Na segunda (19), o ministro Benedito Gonçalves, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a campanha de usar imagens de um discurso proferido da sacada da residência oficial do embaixador em Londres.

Essa é a terceira vez que Bolsonaro discursa presencialmente na ONU. Ele também abriu a Assembleia-Geral em 2019 e 2021. Em 2020, a reunião ocorreu por videoconferência, devido à pandemia de covid.

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