Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de abril de 2019
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não está preocupado com o fato de que generais, almirantes e brigadeiros poderão ter um salário maior que o dele — que hoje corresponde a R$ 30,9 mil — no fim de carreira. Isso ocorrerá se o projeto de reajuste dos militares for aprovado pelo Congresso Nacional.
O texto tramita no Congresso em paralelo à PEC (proposta de emenda à Constituição) da reforma da Previdência, que trata de civis.
“Eu não estou preocupado com isso. Eu não estou preocupado com o meu salário. Eu estou servindo a pátria momentaneamente, tá ok?!”, disse.
Bolsonaro conversou brevemente com jornalistas após participar por cerca de três horas do almoço de aniversário do ministro do Tribunal de Contas da União Walton Alencar, em Brasília (DF).
O presidente voltou a defender benefícios na Previdência aos militares argumentando que eles não têm direito a hora extra, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), não podem ter filiação partidária ou ser sindicalizados. Segundo ele, o custo de conceder todos esses direitos aos militares seria maior e penalizaria os cofres públicos.
“Não temos direito a greve, fundo de garantia, hora extra, sindicalização, filiação político-partidária. Completamente diferente. Se quiserem dar os mesmos direitos aos militares e botar na Previdência, o custo vai aumentar muito mais”, afirmou o presidente.
“Então é um tributo que se exige de todos também para que possam bem cumprir a missão. Essa classe tão maravilhosa que nos momentos mais difíceis da nação sempre esteve ao lado do povo”, declarou Bolsonaro, sempre reforçando seu passado no Exército. O presidente é capitão reformado.
Mourão
O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, disse que vai parar de dar holofotes para malucos. Ao que tudo indica, ele se cansou da “guerra” que vem travando com o “guru” da família Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho, e com o filho de Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro.
De acordo com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicadas neste domingo (28), Mourão admitiu a um interlocutor que se arrependeu de ter chamado Olavo de Carvalho de astrólogo e prometeu para si próprio que passará a ignorá-lo.
O general pretende adotar daqui para frente a mesma estratégia em relação a outro desafeto de dentro do governo, Carlos Bolsonaro, o responsável pelas polêmicas promovidas nas redes sociais do presidente.
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