Terça-feira, 09 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de outubro de 2018
Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial deste domingo (28), declarou na quarta-feira (25) que o seu adversário, Fernando Haddad (PT), só chegará ao poder por meio de “fraude”.
“O que vai acontecer com a economia brasileira se esse cara por ventura chegar lá? Só pode chegar pela fraude, pelo voto não vai chegar. Tenho certeza disso”, declarou o capitão da reserva do Exército em transmissão no Facebook.
“Estão querendo acertar os números do Ibope para as eleições do próximo domingo? Temos que desconfiar ou não temos? Temos que acreditar, mas acreditar desconfiando”, disse Bolsonaro sobre a pesquisa de terça-feira (23), na qual Haddad reduziu a sua desvantagem de 18 para 14 pontos.
O capitão manifestou principalmente a sua desconfiança em relação à cidade de São Paulo, onde obteve 44% dos votos no primeiro turno contra 19% para Haddad. A última pesquisa atribui 51% para o candidato do PT e 49% para Bolsonaro, um empate técnico.
Durante a campanha, Bolsonaro já havia questionado abertamente a confiabilidade do sistema de voto eletrônico. No primeiro turno, em 7 de outubro, Bolsonaro obteve 46% dos votos, e ao conhecer os resultados denunciou que “problemas” com as urnas eletrônicas o impediram de vencer por maioria absoluta.
“Coitadismos”
Ao mirar eleitores do Nordeste na reta final da campanha, Bolsonaro afirmou, em entrevista a uma emissora de TV no Piauí, que irá acabar com a política do “coitadismo” de nordestinos, gays, negros e mulheres.
Segundo ele, as políticas afirmativas reforçam o preconceito. “Isso não pode continuar existindo. Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitado da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino, coitado do piauiense. Vamos acabar com isso”, disse.
Na entrevista, o candidato afirmou que não perseguirá os governadores do PT e da oposição. “Não podemos prejudicar o povo do Piauí [se referindo ao governador reeleito Wellington Dias, do PT], qualquer Estado que seja, porque tem um governador que não se alinhe ideologicamente conosco. Vamos tratar todos os Estados de forma republicana.”
Sobre o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o candidato disse que vai tratá-lo como ação de terrorismo. “Ações do MST serão tipificadas como terrorismo. Esse pessoal não pode continuar levando terror ao campo”, declarou.
Ele voltou a falar sobre a polêmica do WhatsApp e criticou o jornal Folha de S.Paulo. “Primeiro, a matéria surgiu na Folha de S.Paulo, em um jornal de sempre, em um jornal que não tem qualquer compromisso com a verdade”, disse.
A reportagem em questão foi publicada na quinta-feira (18) e mostra o pagamento a agências de mídia, por empresários simpáticos a Bolsonaro, para disparar mensagens antipetistas a grandes bases de eleitores no WhatsApp. A legislação eleitoral proíbe a doação por empresas às campanhas, e os valores não foram declarados.
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