Quinta-feira, 06 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Demitido em abril, ex-diretor-geral disse em depoimento que Bolsonaro queria um diretor da Polícia Federal de sua confiança

Compartilhe esta notícia:

Valeixo prestou depoimento em inquérito que apura se presidente tentou interferir na corporação.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Valeixo prestou depoimento em inquérito que apura se presidente tentou interferir na corporação. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Durante depoimento prestado para inquérito que apura se o presidente da República tentou interferir indevidamente na corporação, o ex-diretor-geral da PF (Polícia Federal) Maurício Valeixo disse nesta segunda-feira (11) que o presidente Jair Bolsonaro decidiu exonerá-lo porque queria no cargo alguém de sua confiança.

O depoimento durou cerca de sete horas e foi realizado na Superintendência da PF em Curitiba. Valeixo teria contado que Bolsonaro lhe disse não ter nada contra ele, mas que buscava um diretor com quem tivesse mais afinidade.

O relato de Valeixo vai ao encontro da declaração pública de Bolsonaro. Ao discursar em 24 de abril, logo após ex-ministro da Justiça Sérgio Moro deixar o cargo, o presidente descreveu uma conversa com o chefe da pasta sobre a troca de comando na corporação.

“Quero um delegado, que pode não ser o seu, que pode não ser o meu, mas que eu sinta, além da competência óbvia, se bem que isso é uma coisa comum entre os delegados da Polícia Federal, que eu possa interagir com ele”, disse Bolsonaro.

“Por que não? Eu interajo com os homens de inteligência das Forças Armadas, se preciso for, eu interajo com a Abin [Agência Brasileira de Inteligência], interajo com qualquer um do governo”, acrescentou.

Valeixo foi demitido em abril, estopim para a crise que culminou com a saída de Moro do governo. Ele teria dito ainda no depoimento que não pediu para ser exonerado do cargo, ao contrário do que foi publicado na edição de 24 de abril do Diário Oficial da União.

O ex-diretor também relatou que o próprio presidente da República ligou pare ele na véspera da exoneração para comunicar a sua saída do cargo, mas que não foi dada a opção de permanecer.

​A exoneração foi publicada “a pedido”, segundo o primeiro decreto, assinado por Jair Bolsonaro e Sérgio Moro.

Depois de Moro contestar sua assinatura, Bolsonaro admitiu o erro e retirou o nome do ex-ministro refazendo a medida de exoneração de Valeixo da chefia da Polícia Federal, mas manteve a afirmação de que ela teria ocorrido a pedido dele.​

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

6 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Anderson Guerreiro
12 de maio de 2020 00:32

Precisamos acabar com isso, política não combina com polícia. Não tem essa de interagir, pra mim isso significa interferência. Tem de haver plano de carreira por antiguidade, sem nenhum tipo de interferências políticas, não pode haver interação com vazamentos de informações.

Henrique Bachmann
11 de maio de 2020 23:21

Quem escreveu essa matéria???

Bueno Ayres
12 de maio de 2020 10:24

EM PRINCIPIO É O ÓBVIO. QUERIAM QUE ELE PREFERISSE UM INIMIGO ? O QUE VC FARIA ?

Kamila Fraga
12 de maio de 2020 08:35

É o certo é o nosso presidente ter uma pessoa em. Um cargo tão importante que seja fiel ao Papa e não a ele ,por favor chega de criticar uma pessoa que chegou lá em cima pelo voto do povo e não de qualquer jeito!!!!

Carlos Justo Paulo
12 de maio de 2020 02:00

Babaca é a tua ignorância. Vá te informar antes de escrever besteira. Mesmo sendo Órgão de Estado é decompetência, porem o STF acha que pode tudo, uma hora a cobra vai fumar, porquanto tem o STM, estão brincando com gasolina perto fogo.

Paulo Casemiro
12 de maio de 2020 01:19

SÓ, Ó BABACA DO GADO BOLSONARISTA, QUE A PF É UMA ORGÃO DO ESTADO E NÃO DO GOVERNO

Número de pedidos de seguro-desemprego aumenta 22,7% em abril
Contribuintes têm nova oportunidade para pagar IPTU em atraso
Pode te interessar
6
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x