Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de março de 2021
O presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido), disse a um interlocutor próximo que vai se vacinar contra a covid-19, conforme informação do colunista do G1 Gerson Camaroti.
Em meio aos diversos laboratórios que produzem o imunizante, Bolsonaro disse algumas vezes que não tomaria a vacina e chegou a chamar os críticos de “imbecil” ou “idiota”.
O novo posicionamento do presidente vai ao encontro com seu último discurso em rede nacional no qual defendeu a imunização dos brasileiros como caminho para vencer o coronavírus.
A decisão também foi favorecida pelo agravamento da doença em todo País, onde o sistema de saúde tem enfrentado uma superlotação que, além dos outros problemas de estrutura, tem de lidar com a covid-19. Além disso, Bolsonaro mostrou durante a pandemia a falta de atenção com cuidados básicos como: não usar máscara em compromissos públicos.
Vacina brasileira
O presidente Bolsonaro orientou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, a divulgar que o governo federal protocolou na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o pedido para início dos testes clínicos em humanos de uma nova vacina contra covid-19 desenvolvida no Brasil, chamada de Versamune-CoV-2FC.
A decisão ocorreu após duas reuniões no Palácio do Planalto. Na primeira, estiveram presentes Marcos Pontes, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e representantes da Casa Civil. Nela, Pontes disse que a Butanvac, vacina anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), nesta sexta (26), estava em um estágio mais atrasado do que a Versamune.
Eles decidiram, então, fazer uma coletiva para anunciar, mas precisavam do aval de Bolsonaro. Foram, então, ao gabinete presidencial e explicaram a situação a Bolsonaro, que deu apoio para o anúncio.
Até então, a ideia de Pontes era fazer a divulgação da Versamune apenas após a Anvisa aprovar o pedido para que fossem realizados testes da fase 1 e 2. Mas, quando ele e sua equipe viram o anúncio de Doria, resolveram levar ao Planalto a ideia.
Fontes no governo garantem que, até aquele momento, a Butanvac não havia virado pauta principal do governo. Não fora assunto sequer no grupo dos ministros e interlocutores mais próximos do presidente disseram que ele não tratou disso.
Com o aval presidencial, a coletiva foi informada à imprensa às pressas e Pontes e Queiroga desceram e anunciaram o protocolo no próprio Palácio do Planalto.
Ao contrário da coletiva de Doria, não houve prazos nem estimativas de doses da Versamune, tampouco logo e caixa da vacina do governo federal. Fontes de Brasília disseram que houve excesso de marketing no anúncio de Doria.
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