Terça-feira, 15 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Bolsonaro diz não se opor a tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras do ministro Sérgio Moro e devolvê-lo para o Ministério da Economia

Compartilhe esta notícia:

Declaração do presidente foi dada em um café da manhã com jornalistas. O Coaf foi um dos pedidos de Moro para assumir a pasta. (Foto: Carolina Antunes/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (25) que não se opõe em devolver o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para o Ministério da Economia. O órgão pertencia ao então Ministério da Fazenda e, com a MP (Medida Provisória) 870, que reduziu o número de ministérios do governo, passou a estar subordinado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado por Sérgio Moro. O Coaf era um dos pedidos de Moro para assumir a pasta.

Em café da manhã com jornalistas, Bolsonaro disse que está preocupado com a prazo de votação da Medida Provisória, que está perto de caducar. A MP vence em 3 de junho. Em conversa com o senador Fernando Bezerra Coelho (PE), que é o relator da MP, Bolsonaro diz ter ouvido o relato de que havia alguns problemas na matéria, entre eles essa mudança do Coaf para a Justiça.

“Não me oponho em voltar o Coaf para o Ministério da Economia, apesar do Paulo Guedes estar com muita coisa. Falei hoje com o Fernando Bezerra [relator da MP] sobre o assunto. Tem um ponto ou outro. Se não aprovar será uma bagunça. Teremos que ter mais sete ministros”, afirmou o presidente, sugerindo que a consequência disso será do Congresso. A medida, um dos primeiros atos do governo, diminuiu o número de ministérios de 29 para 22 e reorganizou as atribuições do Executivo.

Com a MP, as funções do Coaf foram mantidas. O órgão tem como principal função examinar e identificar possíveis práticas relacionadas à lavagem de dinheiro, corrupção e financiamento do terrorismo, alertando as autoridades competentes por meio de relatórios. O Coaf ganhou destaque no noticiário nos últimos meses após apontar transferências atípicas de recursos por parte de Fabrício Queiroz, um ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

Polêmicas

O presidente Jair Bolsonaro se envolveu em duas polêmicas nesta quinta-feira. Além de ter influenciado na derrubada de uma campanha do Banco do Brasil marcada pela diversidade e focada no público jovem, Bolsonaro ainda declarou, em um café da manhã com jornalistas, que “o Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo gay”.

O primeiro caso foi revelado pelo blog do jornalista Lauro Jardim, que afirma que Bolsonaro procurou o presidente do banco, Rubem Novaes, para reclamar do vídeo, que mostra, entre outras coisas, mulheres e homens negros e jovens tatuados, e usa uma linguagem direcionada aos jovens. Além de suspender a veiculação, o Banco do Brasil decidiu demitir o diretor de Comunicação e Marketing, Delano Valentim.

A outra polêmica de Bolsonaro se deu em um café da manhã com jornalistas. Na ocasião, o presidente foi questionado sobre a recusa do Museu Americano de História Natural de Nova York em sediar o evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos que o homenageia e respondeu: “Eu recebo [a homenagem] na praia, em uma praça pública. Não é o museu que está me homenageando. O que houve foi pressão do governo local, que é Democrata e eu sou aliado do [presidente dos EUA] Donaldo Trump”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Repasse da Agência Nacional de Saúde ao SUS bate recorde em 2018
Bolsonaro almoça no bandejão do Palácio do Planalto junto com servidores públicos
Pode te interessar