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Brasil Em sua primeira entrevista após o encontro com Sérgio Moro, Bolsonaro disse que o juiz parecia um “jovem universitário recebendo seu diploma” ao aceitar o ministério

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Moro explicaria decreto sobre armas e pacote anticrime. (Foto: Lula Marques/AGPT)

Em entrevista à Record, Jair Bolsonaro (PSL) disse que a conversa que confirmou nome do juiz Sérgio Moro como futuro ministro da Justiça foi proveitosa e que Moro lhe pediu “meios e liberdades para combater a corrupção e o crime organizado, ao lado das leis e da constituição, obviamente”. Bolsonaro disse que viu Moro como “um jovem universitário recebendo um diploma, com muita vontade de realmente levar adiante a sua agenda”. O juiz Sérgio Moro anunciou na manhã desta quinta-feira (1º) que aceitou convite de Jair Bolsonaro para o futuro Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Segundo Bolsonaro, na conversa, o juiz da Lava-Jato lhe disse o que gostaria de fazer na área da Justiça após deixar a 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba. Nem Bolsonaro, nem Moro, deram muitos detalhes dos compromissos vislumbrados pelo juiz, no entanto, no voo para o Rio de Janeiro, Sérgio Moro se deixou fotografar com o livro Novas Medidas Contra a Corrupção, série de propostas anticorrupção compiladas pela Transparência Internacional em conjunto com a Fundação Getulio Vargas.

Segundo o relato do presidente eleito, mesmo com a saída de Moro do Judiciário para ingressar na carreira política, a Operação Lava-Jato não será esquecida. Ainda segundo o presidente eleito, a partir da semana que vem, Moro já poderá participará da transição de governo. Para o juiz ocupar a pasta no governo federal, Moro terá que pedir exoneração. “Ele está imbuído em servir a pátria, abandonando 22 anos de serviço, mas tenho certeza que o povo brasileiro o admirará mais ainda com essa decisão”, encerrou a declaração.

Bolsonaro confirmou, em entrevista a emissoras de televisão, que o magistrado terá nas mãos “parte” do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), atualmente vinculado ao Ministério da Fazenda. A ida do orgão para o Ministério da Justiça teria sido um pedido do próprio Moro.

O juiz poderá indicar todo o primeiro escalão da Ministério da Justiça, incluindo o diretor-geral da Polícia Federal. Atualmente, cabe ao presidente da República apontar o comandante da instituição. “Ele vai indicar todos que virão compor o primeiro escalão (do ministério), inclusive o chefe da Polícia Federal”, disse Bolsonaro, confirmando a extinção do ministério da Segurança Pública, que também será subordinada a Moro: “É um superministério da Justiça”.

“Teremos uma parte do Coaf dentro do Ministério da Justiça para que ele tenha em tempo real todas as informações para combater efetivamente, mais do que a corrupção, o crime organizado que tem levado o terror em todo o Brasil”, disse o presidente eleito às emissoras de televisão católica.

Bolsonaro em entrevista a RecordTV reafirmou que Moro terá “total liberdade” e não vai interferir no combate à corrupção, mesmo que porventura envolvesse integrantes de sua família. “Eu não vou interferir em absolutamente nada que venha a ocorrer dentro da Justiça no tocante a esse combate à corrupção. Mesmo que viesse a mexer com alguém da minha família no futuro. Não importa. Eu disse a ele: é liberdade total pra trabalhar pelo Brasil”, disse Bolsonaro à Record.

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