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Brasil Bolsonaro diz que o nome para o titular do Ministério do Meio Ambiente sai esta semana e promete rever a legislação

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Bolsonaro já sinalizou nome e mudanças para a pasta. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse neste domingo (2) que a indicação para o Ministério do Meio Ambiente deve sair esta semana, e voltou a prometer mudanças na legislação sobre a área, um tema comum em sua campanha eleitoral. Para o capitão da reserva, as regras atuais criaram uma “indústria da multa” no campo.

“Não podemos perseguir quem trabalha. O governo é especialista em perseguir quem trabalha no Brasil. Esse tipo de multa não vai existir mais”, disse Bolsonaro, à Globonews, neste domingo, antes de embarcar do Rio para São Paulo, para assistir ao jogo do Palmeiras. “Você vai, por exemplo, numa fazenda. E tem lá, caiu lá uma mancha de óleo diesel no quintal do fazendeiro. A multa é milionária. Não derrubou porque quis”, exemplificou.

O político prometeu “racionalizar” a área e combater o que considerou ser um “abuso” por parte dos fiscais do governo. “O Brasil é o País que mais preserva o Meio Ambiente. Agora, têm alguns fiscais que abusam. Esse pessoal vai deixar de trabalhar dessa forma.”

O presidente eleito reiterou ainda sua intenção de derrubar o decreto presidencial, assinado pelo presidente Michel Temer no final de 2017, que converte multas do Ibama em financiamento a programas de recuperação de áreas degradadas. “Cerca de 40% das multas vão para ONGs para defender o meio ambiente. Ou seja, o sistema se retroalimenta. Isso é um decreto presidencial. Se couber, nós vamos alterar esse decreto.”

Cotados para o cargo

Com três nomes na banca de apostas para comandar o Ministério do Meio Ambiente, o presidente eleito afirmou no sábado (1º), que o nome do agrônomo Xico Graziano “não está descartado”. Os outros dois candidatos são Ricardo Salles e Ricardo Soavinski. Graziano foi chefe de gabinete do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Recentemente, ele saiu do PSDB.

“Coloquei para ele (Graziano) os problemas que temos e ele é extremamente favorável a atender o que eu propus a ele”, disse Bolsonaro, citando como exemplo o grande volume, segundo ele, de multas aplicadas pelo Ibama. “O homem do campo não pode ter gente no governo maltratando quem produz”, acrescentou em evento em Resende (RJ).

Cotado junto com Ricardo Salles para assumir o Ministério do Meio Ambiente, o ex-deputado Xico Graziano já começou a ser criticado pela possibilidade de trabalhar com Jair Bolsonaro. A economista Elena Landau lamentou a possibilidade e os dois acabaram se desentendendo pelo Twitter. “Uma pessoa que teve o privilégio de trabalhar com FHC, o melhor presidente que esse País já teve, vira Bolsominion só para caçar um cargo, um ministério até .. vergonha alheia”, postou Elena.

Graziano rebateu, em seguida. “FHC foi o melhor presidente que tivemos. Concordo. Seu comentário sobre mim é ignóbil, raivoso, estúpido, desmerecido. Você me conhece. Virou a maior decepção que tive nesse processo político que lutamos juntos contra a quadrilha vermelha. Me entristeci. Deus lhe ajude”, escreveu e ainda recebeu outro comentário de Elena: “Quem começou com comentário ignóbil foi você, meu caro. Leia a sua tentativa de lacrada. Tava quieta no meu canto e você veio fazer comentário para sua plateia de minions. Não quer brincar , não desce para o play”, disse. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

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