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Economia Bolsonaro diz que os militares que receberam o auxílio de 600 reais indevidamente sofrerão punição disciplinar

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Ao todo, 73,2 mil militares receberam o auxílio. (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

Um dia depois de o Ministério da Defesa informar que 73.242 militares das Forças Armadas receberam indevidamente o auxílio emergencial de R$ 600, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que eles estão sendo identificados, vão devolver o dinheiro e sofrerão uma punição disciplinar. Capitão reformado do Exército, Bolsonaro disse que, no meio militar, quando acontece algo errado, “o bicho pega”.

O benefício é destinado aos trabalhadores informais e autônomos de baixa renda, durante a crise causada pela pandemia do coronavírus.

De acordo com a Defesa, militares da ativa, da reserva, pensionistas, dependentes e anistiados receberam o auxílio depois de fazerem o cadastro no aplicativo da Caixa Econômica Federal. O pagamento da segunda parcela será bloqueado automaticamente.

Em entrevista na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro relativizou e disse que o pagamento indevido ocorreu para “o praça prestador do serviço militar inicial”, que vem de famílias pobres.

“Mais ou menos 3% da garotada presta o serviço militar obrigatório, e são pessoas oriundas das classes mais humildes da população, são os mais pobres. Estão servindo o Exército no corrente ano, Marinha e Aeronáutica, e alguns se inscreveram. Como ano passado, filho de pobre, sem renda, não tinha renda nenhuma, acabaram recebendo”, declarou o presidente.

“Agora, nosso meio, quando acontece coisa errada no nosso meio militar, o bicho pega. Estão sendo identificados, vão pagar, vão devolver o dinheiro e vão pegar uma punição disciplinar. Coisa que não acontece com frequência em outras áreas. No nosso meio, fez besteira, paga. Agora repito: são militares, mas são jovens que prestam serviço militar obrigatório”, complementou Bolsonaro.

Em nota, o ministério informou que os comandos das três Forças (Aeronáutica, Marinha e Exército) abriram processo para investigar a participação de cada um de seus integrantes em possíveis irregularidades e que os valores recebidos de forma indevida serão devolvidos à União.

No texto, a pasta minimiza o envolvimento dos integrantes das Forças. Alega que parcela dos que recebem auxílio “pode ter interpretado equivocadamente as regras de recebimento do benefício”.

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Ministério da Defesa bloqueie na própria folha de pagamentos os valores pagos indevidamente a militares que receberam o auxílio emergencial destinado a trabalhadores informais impactados pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus.

A decisão liminar do TCU, assinada pelo ministro Bruno Dantas nesta quarta-feira (13), determina um ressarcimento aos cofres públicos ainda neste mês, por meio de guias de recolhimento da União (GRUs), e, caso todo o dinheiro não tenha sido devolvido ao erário, a Defesa deve suspender parte dos pagamentos do mês de maio. As informações são do jornal O Globo.

 

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