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Política Bolsonaro diz que, se for preciso, trocará o presidente da Petrobras de novo

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Em julho, Bolsonaro havia afirmado que um acordo sobre o tema estava "quase certo". (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que não se sentirá constrangido para trocar novamente o presidente da Petrobras. Durante o seu mandato, a estatal já teve 4 mandatários e agora está sob o comando de Caio Paes de Andrade.

Bolsonaro minimizou as trocas de ministros em seu governo. “Algum [ministro] desafina na orquestra, então tem que trocar. Você vê a Petrobras, eu fui para o 4º [presidente], a imprensa grande parte bateu em mim, se tiver que ir para o 8º [indicado], eu vou. Tenho que botar uma pessoa lá que realmente interprete a Petrobras, veja o seu lado social”, declarou em sabatina na RedeTV!.

Na sexta-feira (2), passou a vigorar a redução de R$ 0,25 no litro da gasolina. Bolsonaro aproveitou a ocasião para elogiar a atual gestão da estatal.

“O Preço com Paridade Internacional não precisava ser corrigido da forma como era com os presidentes anteriores. Esse aqui [presidente da Petrobras] interpreta agora à luz da Constituição e da Lei das Estatais, por isso a redução dos combustíveis”, disse.

O Orçamento de 2023 manteve o corte em impostos federais sobre os combustíveis, segundo Bolsonaro, essa medida visa o combate à inflação do próximo ano.

“Nossa proposta orçamentária é imposto zero para gasolina, álcool e diesel também a partir do ano que vem. O combustível é a correia transmissora da inflação. Se você bota o combustível para baixo, tudo diminui”, disse.

Bolsonaro também se comprometeu em manter o Auxílio Brasil no patamar de R$ 600 e a efetuar novos cortes no IPI (Imposto sobre Produto Industrializado).

“A ideia do Paulo Guedes é zerar o IPI de todos os produtos e não ficar apenas [com redução] em 35%. Isso é o maior recado que a gente pode dar de que ao você ajudar o mercado, ao buscar a reindustrialização do país, vem emprego”.

Ataques

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. Em evento com mulheres no Rio Grande do Sul, neste sábado (3), Bolsonaro afirmou que quem deu a “canetada” autorizando operação da Polícia Federal contra empresários bolsonaristas é “vagabundo”, em alusão à decisão do magistrado. A nova investida do presidente contra Moraes ocorre às vésperas dos atos de 7 de setembro, convocados por Bolsonaro.

Em agosto, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra empresários que compartilharam mensagens golpistas em um grupo de WhatsApp. O diálogo entre os bolsonaristas foi revelado pelo portal “Metrópoles” e incluía, entre outros, Luciano Hang, dono da Havan; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; André Trissot, do Grupo Sierra, de móveis de luxo, e Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de surfwear Mormaii. No aplicativo de mensagens, parte dos empresários defendeu um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja eleito.

 

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