Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de agosto de 2019
Por Juliano Castello
O presidente Jair Bolsonaro trocou quatro nomes dos sete integrantes da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. A decisão foi publicada oficialmente no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (01), com a assinatura de Bolsonaro e da ministra Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos.
A mudança ocorre uma semana após a Comissão desmentir Bolsonaro e divulgar o documento que atesta que a morte de Fernando Santa Cruz, pai do presidente da OAB Felipe Santa Cruz, aconteceu de forma “não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro”.
Ainda ontem, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil protocolou no Supremo Tribunal Federal um pedido para que Bolsonaro fale o que sabe sobre o desaparecimento e morte de Santa Cruz. Na segunda-feira (29), o presidente da republica afirmou que “um dia” contará como se deu o desaparecimento do pai do magistrado.
“Ele não vai querer ouvir a verdade. Eu conto para ele”, disse Bolsonaro. Horas depois, Bolsonaro afirmou em uma live que a morte foi causada pelo “grupo terrorista” Ação Popular, no Rio de Janeiro, e não pelos militares.
As alterações feitas na Comissão sobre Mortos e Desaparecidos:
O novo presidente da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos é filiado ao PSL, partido de Bolsonaro, e assessor especial da ministra Damares. Eugênia Gonzaga, antiga presidente, havia se posicionado contra o presidente e afirmou que o ataque a Felipe Santa Cruz foi “extremamente grave”.
“Consideramos extremamente grave pela dor dos familiares, mas também pelo fato de ser um presidente da República de um país que vem assumindo essas mortes desde 1995, pelo menos”, afirmou a antiga presidente da Comissão.
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