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Economia Bolsonaro espera que o País receba 50 bilhões de dólares em investimento estrangeiro

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Segundo o presidente, projetos apresentados durante o fórum vão gerar 22 mil empregos. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Ao abrir, na segunda (31), a quarta edição do Brasil Investment Forum, o presidente Jair Bolsonaro afirmou esperar que o evento permita que o país receba cerca de US$ 50 bilhões em investimentos e gere 22 mil empregos até o próximo ano.

Esse otimismo demonstrado por Bolsonaro se deve a uma série de metas formuladas por seu governo: ao todo, era esperada a apresentação, entre segunda e esta terça-feira (1º), 60 projetos de investimentos, com um valor de carteira estimado em cerca de US$ 72 bilhões.

“Além disso, a partir das propostas desenvolvidas aqui, espera-se que o país receba aproximadamente 50 bilhões de dólares em investimentos e gere 22 mil empregos entre 21 e 22”, disse o presidente em um discurso assistido simultaneamente por mais de cem países.

Segundo Bolsonaro, a pandemia de covid-19 não irá comprometer o “longo prazo” da economia brasileira, que terá “oportunidades únicas”:

“A atual crise sanitária enseja preocupações, mas não tem o poder de comprometer o longo prazo de uma das maiores economias do mundo. O Brasil está, mais do que nunca, preparado para oferecer oportunidades únicas a investidores de todo o mundo por suas potencialidades, assim como por sua segurança jurídica e econômica, que busquei fortalecer durante meu governo”, ressaltou.

O Brasil Investment Forum (BIF) foi lançado em 2017. Esta é a quarta edição do evento, que não aconteceu em 2020, devido à pandemia de covid-19.

Neste ano, o maior fórum de investimentos da América Latina, como afirma o governo, houve mais de 5 mil inscritos de 101 países. Do total, 3.768 inscrições eram do Brasil e 1.435 inscrições do exterior. O segundo país com mais participantes foram os Estados Unidos. O evento é organizado pela Agência de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o governo federal.

No evento, foram apresentadas a investidores globais informações atualizadas sobre os setores mais competitivos da economia brasileira – agronegócio, energia, infraestrutura, inovação e tecnologia. A programação foi criada para dar visibilidade a diversas oportunidades de investimento no país.

Além de altas autoridades do governo brasileiro, o evento reuniu empresas de grande porte instaladas no País. Na segunda-feira, por exemplo, participaram representantes do Santander, da BRF, da Siemens, Petrobras, IBM e Bravo Motors. Havia, ainda, dirigentes da OCDE e grupos estrangeiros como a Energias de Portugal.

Em sua fala, Jair Bolsonaro comemorou os investimentos estrangeiros. Disse que seu governo está comprometido com reformas e que a economia brasileira retomou o crescimento e a criação de empregos.

“Como uma das dez maiores receptoras de investimentos estrangeiros diretos no mundo, a economia brasileira já retomou o seu crescimento e a geração de empregos. A participação de tantos executivos de empresas globais relevantes neste evento reflete o interesse que partilhamos ao ver o Brasil produzir cada vez mais e melhor”, afirmou.

Bolsonaro defendeu o fortalecimento da Organização Mundial de Comércio (OMC) e um Mercosul mais “dinâmico”. Lembrou seu discurso na Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada no mês passado pelos Estados Unidos, e disse que desenvolvimento e sustentabilidade não são opostos para conter o aquecimento global.

“Acreditamos no poder econômico que o Brasil possui e no poder de recuperação desse país neste momento tão difícil. Até 2023 sofreremos os efeitos dessa crise”, afirmou o presidente do BID.

Ele enfatizou que o Brasil é líder na América Latina e um país rico em recursos naturais. Além disso, é um dos principais destinos de investimentos estrangeiros.

Mauricio Claver-Carone foi eleito presidente do BID em setembro do ano passado, após uma articulação do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que quebrou uma tradição de 60 anos de história da instituição. Foi a primeira vez que um americano assumiu o banco. Trump atropelou o governo brasileiro, que meses antes havia informado que pretendia lançar uma candidatura própria.

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