Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de janeiro de 2019
A primeira reunião do presidente Jair Bolsonaro com a equipe ministerial, realizada nesta quinta-feira (3) no Palácio do Planalto, durou cerca de três horas. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que foi uma conversa de “alinhamento” com cada ministro. Segundo ele, será feito um “pente fino” em todos os conselhos que atuam na administração direta. Onyx reiterou que o governo vai “fazer a reforma da Previdência”, não entrou em detalhes.
A reunião, que ocorreu dois dias depois da posse, foi concentrada em temas prioritários de cada área. Uma próxima reunião com os ministros foi agendada para o dia 8.
Desburocratização e enxugamento da máquina pública e melhoria da qualidade de serviços prestados à população brasileira foram alguns dos temas abordados. Hoje, mais de 300 funcionários comissionados que integravam a Casa Civil da Presidência da República na última gestão foram exonerados. A medida foi adotada para uma nova composição de equipe, mais alinhada com o novo governo.
Temas mais específicos, como o avanço da reforma da Previdência também fizeram parte parte das conversas.
Concessões
Pouco antes da primeira reunião ministerial após a posse do novo governo, o presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para reforçar que sua equipe vai trabalhar para atrair investimentos ao País. A área de infraestrutura está no centro da estratégia.
“Rapidamente atrairemos investimentos iniciais em torno de R$ 7 bilhões”, afirmou. A aposta baseia-se principalmente na expectativa de concessões de ferrovias além dos 12 aeroportos e quatro terminais portuários.
“Com a confiança do investidor sob condições favoráveis à população, resgataremos o desenvolvimento inicial da infraestrutura do Brasil”, disse Bolsonaro.
Medidas
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que já tem “mais de 50 medidas” propostas pelos integrantes do primeiro escalão.
De acordo com ele, a expectativa é que o governo comece a anunciar as novas medidas a partir desta sexta-feira:
“Os ministros estão trabalhando e no que depender da escolha dele (Bolsonaro) nós começamos ou na sexta-feira ou na segunda-feira. O conjunto de medidas que nós vamos anunciar que vão facilitar a vida das pessoas”, disse Onyx Lorenzoni.
Outro ministro que assumiu o cargo na manhã de quarta-feira, o general Santos Cruz, da Secretaria de Governo, disse que o governo busca uma “racionalização” das diferentes áreas da administração.
“Tem que fazer uma racionalização de vários setores e tem que ver o que é essencial e o que não é”, disse Santos Cruz.
Elogios
Os ministros que deixaram seus cargos aproveitaram a cerimônia de transmissão de cargo na de quarta-feira, no Palácio do Planalto, para elogiar os colegas que o substituem e, principalmente, ao novo presidente.
Carlos Marun, nomeado no apagar das luzes do governo Temer para um cargo em Itaipu, fez elogios ao “preferido” pela população, se referindo a Bolsonaro.
“Temos a convicção que o Brasil será um País muito maior do que é hoje”, disse Marun.
Padilha afirmou que há grande expectativa com o futuro governo. Ao mesmo tempo que desejou sucesso, disse que “nós temos que corresponder”, como se continuasse na gestão que se inicia.
“A expectativa do Brasil é muito grande com o governo de Bolsonaro, e nós temos que corresponder. Essas ações do governo terá de dar respostas para a população e tenho certeza que dará”, disse Padilha.
Ronaldo Fonseca chegou a dizer que queria bater continência para o novo presidente, mas que não o faria apenas por não ter prestado serviço militar.
“Eu até queria fazer continência para Vossa Excelência, mas não servi nem no tiro de guerra”, disse Fonseca, que também rasgou elogios a seu substituto, Gustavo Bebianno.
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