Quinta-feira, 06 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 14 de abril de 2018
O deputado federal e pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), negou em um vídeo nas redes sociais, neste sábado (14), que esteve na sexta-feira no HCE (Hospital Central do Exército), no Rio, após passar mal durante viagem a Roraima, conforme informado pela assessoria de imprensa dele.
Waldir Ferraz, assessor de imprensa de Bolsonaro, afirmou que o deputado passou mal ainda no aeroporto de Boa Vista (RR), onde se reuniu com líderes políticos locais. “Ele chegou a vomitar”, relatou o assessor.
A informação “Bolsonaro foi para o HCE e está no soro” foi enviada por whatsapp na sexta-feira. O quadro de saúde foi descoberto por que o jornal “O Globo” estava em contato com Waldir Ferraz para tentar agendar uma entrevista com Bolsonaro sobre uma reportagem que será publicada neste domingo. Em outra mensagem, Waldir Ferraz contou que o deputado havia vomitado e se sentido mal após passar quase “50 minutos em cima de um caminhão” sob um “sol de 40 graus”.
Segundo o assessor de Bolsonaro, na sexta-feira, o deputado saiu às 1h50min de Roraima, e a aeronave fez uma escala em Brasília às 6h. Depois que chegou ao Rio, Bolsonaro foi ao HCE, segundo Waldir Ferraz.
Após o deputado divulgar um vídeo em redes sociais na qual nega ter procurado atendimento no hospital, o assessor Waldir Ferraz. Ferraz reafirmou que Bolsonaro foi ao hospital mas disse que o deputado não iria confirmar essa informação porque “é de caráter pessoal”. Segundo Ferraz, Bolsonaro passou por uma consulta informal no Hospital Central do Exército, chegou a tomar soro e foi medicado, antes de voltar para casa.
A assessoria do Comando Militar do Leste, responsável pelo Hospital Central do Exército, informou ao que Bolsonaro não esteve da unidade esta semana nem para uma consulta informal. O último registro de entrada dele no hospital foi na semana passada, para uma consulta periódica, ainda de acordo com a assessoria do CML. O assessor de Bolsonaro alega que o Exército não vai confirmar o atendimento porque “é uma questão pessoal”.
Bolsonaro é militar reformado do Exército e, por isso, tem direito a atendimento no HCE. Segundo o assessor, o deputado prefere o HCE a hospitais particulares, porque lá ele conhece os médicos, “se sente em casa” e não sofre com assédio.
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