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Política Bolsonaro: “Nós quebraremos a Previdência no máximo em 2022 se nada for votado”

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Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (30) que se “nada for votado, nós quebraremos a Previdência, no máximo, em 2022”. Bolsonaro afirmou ao programa Brasil Urgente, da Rede Band, que, ao aprovar a reforma da Previdência, “vai sobrar dinheiro para investimento”. “Não temos outra alternativa”, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Brasil.

Ele disse que, nas viagens que fez como presidente, recebeu sinalizações de outros países de que, se a reforma previdenciária passar, será um “sinalizador” de que o governo do Brasil faz “o dever de casa, tem responsabilidade e respeita contratos”.

Fake news

“Acreditamos na Câmara, no Senado e na população, que não se deixa enganar com fake news, dizendo que a reforma vai trazer caos e sofrimento”, acentuou. Bolsonaro acrescentou que no Brasil os mais pobres já se aposentam com mais de 60 anos de idade e que o “sacrifício” na reforma previdenciária virá mais dos servidores públicos.

Primeiro semestre

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse nesta terça-feira (30) estar entusiasmado com a possibilidade de aprovação da reforma da Previdência no primeiro semestre deste ano.

“Estamos muito entusiasmados com a perspectiva de que, ainda dentro do primeiro semestre, a gente consiga ver o Brasil reequilibrado, principalmente com a Nova Previdência aprovada”, disse ao deixar um restaurante, em Brasília, acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo Onyx, o almoço teve o objetivo de discutir sobre a tramitação da reforma da Previdência, sobre a Medida Provisória da Liberdade Econômica, que será anunciada nesta tarde pelo governo, e sobre a situação fiscal de estados e municípios.

Deputados

Na segunda-feira (29), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reafirmou que trabalha para aprovar a reforma da Previdência na Casa até o fim do semestre.

Guedes afirmou que a classe política tem interesse em concluir a reforma para, superada essa questão, se tenha uma agenda positiva para debater nas proximidades das eleições municipais de 2020.

“É interesse da classe política finalizar a Previdência no primeiro semestre porque depois tem mais um ano e dois ou três meses até a próxima eleição e justamente vai ter uma pauta positiva. Assuntos importantes: como vamos fazer o pacto federativo, os recursos para estados e municípios, os impostos. O próprio sistema de poupança garantida [capitalização para trabalhadores que ingressarem no mercado de trabalho] da Nova Previdência”, argumentou.

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