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Brasil Bolsonaro oficializou a nomeação de presidentes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil

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A ideia é que a medida seja publicada antes do embarque do presidente para o Fórum Econômico Mundial. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro oficializou na quarta-feira a nomeação dos novos presidentes da Caixa Econômica Federal, Pedro Duarte Guimarães, e do Banco do Brasil, Rubem de Freitas Novaes. As nomeações foram publicadas em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) na noite de quarta.

Ao todo, cinco edições extras do DOU foram publicadas até o início da noite. Nelas estavam a nomeação de todo o segundo escalão do governo, como a de Pedro Cesar Nunes Ferreira Marques de Sousa, que era chefe de gabinete de Bolsonaro na Câmara dos deputados e foi nomeado chefe de gabinete da Presidência.

Também foram nomeados os secretários-executivos de 12 ministérios; os secretários especiais da Presidência da República, como o secretário de comunicação de Bolsonaro, Floriano Barbosa; e o presidente do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Roberto Leonel de Oliveira Lima.

Também foram publicados decretos de reestruturação dos ministérios e criação de outros, como o ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, além do remanejamento de funções gratificadas e cargos comissionados.

Outras mudanças que já tinham sido anunciadas, como a saída do Coaf da pasta da Economia para a Justiça, e o repasse das decisões sobre demarcações indígenas e quilombolas para a pasta da Agricultura, também foram publicadas nesta quarta.

Caixa vai abrir capital de subsidiárias ainda neste ano, diz novo presidente

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse na quarta-feira (2), que o banco começará a abrir o capital de suas subsidiárias ainda este ano. Segundo ele, estão previstas pelos menos duas ofertas iniciais de ações (IPO’s, no jargão financeiro) em 2018 e as áreas que serão ofertadas ao mercado durante a sua gestão incluem seguros, cartões, loterias e setor de investimentos (asset). Segundo o executivo, o banco manterá o controle do capital dessas subsidiárias.

“Abrir o capital dessas áreas faz parte da estratégia do governo para inserir o Brasil no mercado internacional. Se um IPO desses trouxer de 5 mil a 10 mil investidores, isso significa melhora na governança, aumento do valor da empresa e maiores pagamentos de dividendos. O IPO do IRB Brasil RE será a nossa referência”, afirmou Guimarães.

Na avaliação do banqueiro, se a reforma da Previdência for aprovada, o Brasil deverá receber o maior fluxo de investimentos estrangeiros dos últimos dez anos. “A Caixa estará preparada para receber esse capital. Os funcionários do banco também serão atraídos para se tornarem sócios da Caixa no IPO”, completou.

Outra frente na qual a Caixa pretende se capitalizar no mercado é pela securitização de uma parcela da carteira de crédito imobiliário. Guimarães afirmou que tem discutido com o próximo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a possibilidade de abrir essa securitização também para investidores internacionais.

“Revender a dívida imobiliária irá gerar recursos para que a Caixa aumente seus investimentos na área. Isso vai ser uma revolução, porque o dinheiro voltará para o banco investir novamente. Os bancos estrangeiros já fazem isso”, acrescentou.

Guimarães também disse que o banco passará a ter como foco os pequenos tomadores de empréstimos e ampliará a sua vocação para atuar no crédito imobiliário. Alinhado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ele disse que o banco público não pode continuar a ter uma parte importante de sua carteira destinada para as grandes empresas.

“Concordo 100% com Guedes quando ele fala em desestatizar o crédito. Até que ponto a Caixa pode ter mais de R$ 100 bilhões emprestados para grandes companhias que têm acesso ao crédito privado, inclusive internacional? Nosso foco será nos pequenos”, enfatizou.

Guimarães lembrou que a Caixa tem mais de 94 milhões de CPFs – considerando quem recebe benefícios pagos no banco estatal -, mas apontou 78 milhões desses potenciais clientes não adquirem produtos da instituição. “Vamos aproveitar as vantagens comparativas da Caixa”, acrescentou.

O banqueiro ainda fez questão de citar a sua amizade pessoal com o novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, para dizer que os bancos atuarão em conjunto e buscarão reduzir custos por meio de parcerias em compras e no desenvolvimento tecnológico.

“A Caixa terá forte atuação no crédito imobiliário e o BB no agrícola. Não sei se já houve um alinhamento de ideias tão grande entre os bancos antes. Não haverá uma competição deletéria entre Caixa e BB, e sim uma atuação complementar”, afirmou.

Questionado se isso não poderia gerar preocupações da parte do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Guimarães respondeu que essa atuação conjunta não acontecerá nas questões mais específicas. “Vamos mantar a competição natural, não haverá conluio”, completou.

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