Sábado, 11 de julho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Bolsonaro quer “um partido para chamar de seu”

Compartilhe esta notícia:

Bolsonaro ainda pediu um “último recado” do povo para sinalizar qual é o desejo a respeito do voto impresso. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que está à procura de um partido que possa controlar e afirmou que o PP é uma possibilidade de filiação. A sigla é comandada pelo senador Ciro Nogueira, líder do centrão convidado para assumir a Casa Civil, principal ministério do Palácio do Planalto.

“Tentei e estou tentando um partido que eu possa chamar de meu e possa, realmente, se for disputar a Presidência, ter o domínio do partido. Está difícil, quase impossível”, afirmou Bolsonaro em uma entrevista à rádio Grande FM, de Mato Grosso do Sul, transmitida também nas redes sociais do presidente. “Então, o PP passa a ser uma possibilidade de filiação nossa”, disse.

Bolsonaro se aproximou do centrão em um momento de extrema fragilidade, quando se vê ameaçado por mais de cem pedidos de impeachment e pelo avanço da CPI da Covid sobre supostos casos de corrupção envolvendo o governo.

Além disso, o presidente e seu governo vêm assistindo a uma escalada de impopularidade. Para levar Ciro Nogueira para o governo, Bolsonaro teve que deslocar o general Luiz Eduardo Ramos para a Secretaria Geral, e o atual titular da pasta, Onyx Lorenzoni, para o Ministério do Trabalho, que será recriado a partir de um esvaziamento da pasta da Economia.

Segundo o presidente, a medida provisória que cria a nova pasta, permitindo o rearranjo na Esplanada dos Ministérios, já está pronta, mas só deve ser publicada após sua conversa presencial com Nogueira – prevista para segunda-feira. Inicialmente, a expectativa era que o texto fosse publicado nessa sexta-feira.

Atualmente, o governo Bolsonaro tem 22 ministérios, sete a mais do que os 15 prometidos na campanha eleitoral de 2018 – sob a gestão de Michel Temer (MDB), seu antecessor, eram 29 pastas. A administração atual chegou a ter 23, mas o Banco Central perdeu este status com a aprovação de sua autonomia.

Visibilidade – Um dos objetivos da troca é organizar a base do governo e dar mais visibilidade a ações de Bolsonaro que serão tomadas daqui em diante, como a reformulação do Bolsa Família, considerada peça-chave para a campanha à reeleição.

Antes de ficar fragilizado e se ver obrigado a se unir ao grupo de partidos que tem como uma das principais características o fisiologismo, Bolsonaro e aliados recriminavam o centrão e a prática do toma lá dá cá.

“Qual é a nossa proposta? É indicar as pessoas certas para os ministérios certos. Por isso, nós não integramos o centrão, tampouco estamos na esquerda de sempre”, disse o candidato Bolsonaro, em propaganda política antes de eleito.

Mais cedo, em conversa com apoiadores, no Palácio da Alvorada, Bolsonaro reclamou de críticas que recebe de próprios eleitores. “Qualquer coisa que acontece tem um pessoal nosso que dá pancada em mim. Querem dar pancada? Tá bom. Quem é teu candidato para 2022? Não tem? Então cala a boca, pô”, disse. Ele voltou a defender o voto impresso, embora tenha admitido que “na comissão (especial da Câmara, que analisa a proposta) não passa”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Registradas manifestações contra Bolsonaro em diversas cidades do País
Ministério Público vai investigar suspeita de propina de 1 dólar para cada dose de vacina: alvo principal é o ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias, que foi preso pela CPI da Covid
Pode te interessar