Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de julho de 2021
Integrantes da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) foram ao Palácio do Planalto nesta quinta-feira (1º) para entregar ao presidente Jair Bolsonaro a lista tríplice dos nomes escolhidos pela categoria para comandar a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Entretanto, o atual procurador-geral da República Augusto Aras não concorreu à eleição interna, mas é o favorito nos bastidores do Palácio do Planalto para um novo período à frente da instituição.
O mandato de Aras termina em setembro. Ele foi escolhido em setembro de 2019 por Bolsonaro em uma quebra à tradição da lista tríplice, que vinha sendo respeitada desde o ano de 2003. Aras tem sido criticado internamente por suas ações relacionadas ao governo Bolsonaro e é visto como um aliado pelo Planalto.
A lista é composta pelos subprocuradores-gerais da República Luiza Frischeisen, primeira colocada com 647 votos, Mario Bonsaglia (636 votos) e Nicolao Dino (587). Todos eles têm adotado postura crítica em relação à gestão de Aras.
Bolsonaro recebeu em seu gabinete no Palácio do Planalto o presidente da ANPR, Ubiratan Cazetta, e mais dois outros dirigentes da entidade. Cazetta explicou ao presidente a importância da lista tríplice e lembrou que, quando Bolsonaro era deputado federal, votou a favor de uma proposta para que a lista fosse agregada à Constituição.
Com isso, os presidentes seriam obrigados a escolher um dos nomes, mas a proposta não foi adiante. Bolsonaro não sinalizou que seguirá a lista, mas tampouco comentou sobre uma possível recondução de Aras ao cargo. Ao final do encontro, todos posaram para uma foto.
Homenagem
Com um discurso marcado por recados polêmicos aos colegas e pela declaração de apoio ao advogado-geral da União, André Mendonça, para ocupar sua vaga, o ministro Marco Aurélio Mello foi homenageado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta em uma sessão solene dedicada ao ministro, que se aposenta no próximo dia 12 após 31 anos de atividades na Corte.
Ao agradecer os discursos que recebeu na solenidade, um deles feito por Mendonça, o decano enfatizou as “palavras muito amáveis” do chefe da AGU e declarou o seu apoio ao nome do ministro para a vaga.
Nome de preferência do presidente Jair Bolsonaro, que se comprometeu com a nomeação de um ministro “terrivelmente evangélico”, Mendonça, que foi Ministro da Justiça, também é pastor da Igreja Presbiteriana.
Apesar do apoio do dono da vaga no Supremo, a resistência no Senado ao advogado-geral da União já faz Bolsonaro refazer os cálculos para sua indicação. Sem garantia de que Mendonça será aprovado pelos senadores, o presidente avalia apresentar apenas em agosto o nome para substituir o decano.
Depois de manifestar o apoio ao AGU e encerrar o discurso, Marco Aurélio pediu novamente a palavra para dizer que se sentiria “muito honrado” caso Aras fosse escolhido para a sua cadeira.
“O que disse em relação ao doutor André, falo quanto ao doutor Augusto Aras. Seria uma honra para mim muito grande vê-lo ocupando a cadeira que deixo no Supremo”, afirmou.
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