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Brasil Bolsonaro recomendou que amigos não o visitem até sair o resultado do teste de coronavírus

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O primeiro teste de Bolsonaro deu negativo. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro recomendou que amigos não o visitem no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF), até sair o resultado do exame do novo coronavírus ao qual se submeteu. Ele coletou sangue na manhã desta quinta-feira (12) e ainda aguarda o resultado. No início da noite, apareceu vestindo uma máscara durante sua tradicional transmissão ao vivo semanal.

Bolsonaro ligou no final da tarde desta quinta para o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF) para cumprimentá-lo sobre o julgamento que o absolveu de uma condenação na Justiça do Distrito Federal e, durante a ligação, recomendou que Fraga não fosse ao Alvorada diante da suspeita de estar infectado com a doença.

“O presidente me ligou para me cumprimentar. Eu sugeri ir lá para dar um abraço nele, mas ele me recomendou não ir até o resultado do exame porque teme estar infectado”, afirmou Fraga.

Bolsonaro fez o teste após uma recomendação médica porque o secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngaren, foi diagnosticado com a doença. Além de Bolsonaro, todos os membros da comitiva presidencial também foram submetidos a testes.

Viajaram com Bolsonaro: a primeira-dama, Michelle Bolsonaro; o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e quatro ministros: Ernesto Araújo, das Relações Exteriores; Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional; Fernando Azevedo e Silva, da Defesa; e Bento Albuquerque, de Minas e Energia.

O resultado do exame que dirá se o presidente foi ou não infectado está previsto para esta sexta-feira (13). Enquanto isso, Bolsonaro foi orientado a permanecer no Alvorada, sua residência oficial em Brasília. Segundo um dos filhos do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o pai não apresenta sintomas da doença.

Atos de domingo

Bolsonaro afirmou nesta quinta que as manifestações marcadas para este domingo (15) devem ser repensadas diante do cenário de pandemia do coronavírus. Segundo o presidente, os movimentos são “legítimos e espontâneos”, mas não se pode colocar em risco a saúde da população em razão da pandemia de coronavírus.

Bolsonaro deu as declarações ao fazer um pronunciamento em rede nacional.

“Há recomendação das autoridades sanitárias para que evitemos grandes concentrações populares. Queremos um povo atuante e zeloso com a coisa pública, mas jamais podemos colocar em risco a saúde da nossa gente”, afirmou o presidente.

“Os movimentos espontâneos e legítimos marcados para o dia 15 de março atendem aos interesses da nação. Balizados pela lei e pela ordem, demonstram o amadurecimento da nossa democracia presidencialista e são expressões evidentes de nossa liberdade. Precisam, no entanto, diante dos fatos recentes, ser repensados. Nossa saúde e de nossos familiares devem ser preservados”, acrescentou.

Este é o segundo pronunciamento de Bolsonaro sobre o coronavírus. Na semana passada, o presidente afirmou: “Ainda que o problema possa se agravar, não há motivo para pânico.”

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