Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de abril de 2019
Em busca de votos para aprovar no Congresso Nacional a PEC (proposta de emenda à Constituição) da reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro voltou a receber nesta quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, dirigentes partidários.
Bolsonaro teve reuniões com os presidentes e parlamentares de cinco partidos: PSL, Podemos, Novo, Avante e PSC. As bancadas reúnem, juntas, 88 deputados na Câmara.
O primeiro encontrou foi com o deputado Luciano Bivar (PE), presidente do PSL, partido de Bolsonaro. Ele chegou ao Planalto por volta das 10h30min. Depois, foi a vez de Renata Abreu, do Podemos. No início da tarde, Bolsonaro se encontrou com João Amoêdo, do Novo, e com representantes do Avante.
Ao sair do encontro com Bolsonaro, Bivar disse que o PSL vai fechar questão pela reforma. Isso significa que o partido vai orientar todos seus parlamentares a votarem a favor.
Renata Abreu afirmou que o Podemos é a favor da reforma, mas defendeu algumas modificações no texto enviado pelo governo ao Congresso. Amoêdo disse que o Novo se manterá independente em relação ao governo, mas apoia a reforma.
Na semana passada, Bolsonaro iniciou a rodada de conversas com partidos. Ele recebeu os presidentes de seis siglas (PRB, PSD, PP, PSDB, DEM e MDB). Na terça-feira (09), esteve com dirigentes do PR e do Solidariedade. Acompanhou o presidente nas audiências o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, responsável pela articulação do governo junto ao Congresso.
O presidente do PSL afirmou, após a reunião, em entrevista no Planalto, que o “povo clama” pela reforma da Previdência. Segundo ele, o PSL fechou questão a favor da proposta em um ato de “simbolismo” para mostrar que o País precisa das mudanças.
“O PSL fechou questão por uma questão meramente de simbolismo, porque todos os parlamentares estão de acordo com isso. Agora, como a gente é do partido que o presidente é filiado, acho que seria uma boa sinalização para os outros partidos a nossa ação de fechar questão”, acrescentou.
Podemos
Após a reunião com Bolsonaro, a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu, afirmou que o partido manterá a posição de “independência” em relação ao governo. “Posição do Podemos, em qualquer governo, é uma posição de independência. Somos contrários ao quanto pior melhor, e essa posição vai se manter”, disse.
Novo
João Amoêdo afirmou após o encontro que o partido manterá posição independente em relação ao governo, mas a bancada, composta por oito deputados, apoiará “integralmente” a reforma da Previdência.
“[O Novo] é a bancada que integralmente apoia a reforma e a gente se colocou à disposição do presidente para ajudar ainda mais neste processo”, assegurou.
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