Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de outubro de 2018
Futuro ministro da Casa Civil, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) só deve ir a Brasília na próxima semana. O plano inicial era que Bolsonaro viajasse nesta terça-feira à capital federal para conversar com o presidente Michel Temer sobre o processo de transição de governo.
Seus aliados, contudo, o aconselharam a permanecer no Rio de Janeiro e dar início aos trabalhos em Brasília apenas depois que os nomes que ocuparão os principais postos de primeiro escalão, o que deve ocorrer até esta quinta-feira.
Lorezoni ressaltou que o presidente eleito aproveitará esta segunda para ‘relaxar’, e que haverá uma reunião na terça, no Rio, com aliados mais próximos.
Pela legislação que regulamenta o processo de transição no Brasil, o presidente eleito tem direito a nomear 50 cargos. Essas pessoas terão acesso às ações e dados do governo federal e trabalharão no CCBB (Centro de Convenções do Banco do Brasil) da capital federal.
Lorenzoni é quem vai a Brasília nesta semana para conversar com a equipe de Temer. Ele e o general Augusto Heleno, anunciado por Bolsonaro para o Ministério da Defesa, devem dar início ao processo. Ele disse que a equipe de transição do presidente eleito não deve ter os 50 integrantes autorizados por lei.
“Não temos a obrigatoriedade de colocar tudo (cargos) na mesma hora. Vai uma primeira parte da equipe, depois vai uma segunda parte da equipe, na medida da necessidade. Não pretendemos usar os 50 cargos”, garantiu. O deputado do DEM também negou que Bolsonaro deve anunciar o nome de novos ministros ainda esta semana.
“Não, não [serão anunciados novos ministros]. Ele [Bolsonaro] vai amadurecer, pensar. Eu defendo que ele só anuncie os ministérios em bloco, no finalzinho de novembro, início de dezembro”, disse. Até o momento, o presidente eleito confirmou os ocupantes de três pastas: Casa Civil (Onyx Lorenzoni), Defesa (Augusto Heleno) e Economia (Paulo Guedes).
Visitas
Nessa segunda-feira, menos de 24 horas após a confirmação da vitória de Bolsonaro sobre Fernando Haddad (PT), a casa do futuro presidente amanheceu com pouca movimentação. O primeiro parlamentar a visitá-lo foi o deputado federal Éder Mauro (PSL), do Pará, por volta das 10h. Segundo o deputado, Bolsonaro, por ter ido dormir tarde, só acordou com a sua chegada, e falou sobre sua responsabilidade para uma “verdadeira mudança”:
“Ele desceu de pijama, só me recebeu pela nossa amizade. Conversamos sobre Brasil, mas ele disse que ainda vai se manifestar devidamente. Falou também sobre transição, que precisa se organizar bem, para que possa sair e trabalhar. Tem preocupação grande. Ele sabe da responsabilidade que tem, da confiança que a população depositou nele para uma verdadeira mudança”.
Um dos entusiastas do projeto “Escola Sem Partido”, Éder Mauro acrescentou: “Ele estava muito feliz, foi um homem que enfrentou o sistema, a esquerda, parte da mídia, que jogou sempre contra ele. Não sei da parte dele, mas da minha parte pretendo retomar ainda este ano as discussões [sobre a proposta de acabar com a suposta doutrinação ideológica nas instituições de ensino].”
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