Segunda-feira, 27 de julho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Bolsonaro diz que só respeitará a lista tríplice de indicados para a Procuradoria-Geral da República se tiver “um nome nosso”

Compartilhe esta notícia:

A posse do novo procurador-geral da República ocorrerá em setembro. (Foto: João Américo/PGR)

O presidente Jair Bolsonaro tem sido questionado por parlamentares e auxiliares sobre se respeitará a lista tríplice dos procuradores da República para escolha do sucessor de Raquel Dodge como procurador-geral da República.

Lembrado por um líder governista de que não tem se comprometido com a lista elaborada em eleição interna da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), Bolsonaro respondeu: “Não quer dizer que vou desrespeitar a lista tríplice. Mas só vou acolher se incluírem um nome nosso. Não tem sentido colocar um inimigo.” Outra expressão que o presidente tem usado para definir o sucessor de Raquel de sua preferência é: “tem que ser meu peixe.”

No linguajar informal do presidente, “meu peixe” quer dizer amigo muito próximo, companheiro, aliado. Mas o mandatário do Planalto sabe que não há muitos nomes próximos a ele entre os procuradores com possibilidade de se candidatar e de figurar entre os três mais votados da ANPR. Nesta segunda-feira (06) abrem-se as inscrições para os candidatos à lista tríplice. A eleição está marcada para 18 de junho, e a posse ocorrerá em setembro.

A votação só não foi acolhida em sua primeira edição, em 2001. O então presidente, Fernando Henrique Cardoso, optou por manter no cargo Geraldo Brindeiro, apelidado de “Engavetador-geral da República”. A partir de 2003, no primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, todos os chefes do Ministério Público da União passaram a ser nomeados pelo presidente entre os nomes da lista. Lula e Dilma Rousseff escolheram o primeiro colocado da lista. Michel Temer nomeou Raquel Dogde, segunda colocada.

O presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, afirmou que a escolha pela lista tríplice é uma forma de garantir ao procurador-geral independência em sua atuação. “Sem a lista tríplice, a Lava-Jato seria uma sombra do que é”, disse. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, deverá ser ouvido pelo presidente. Mas Bolsonaro declarou publicamente que não tem compromisso nem com seu auxiliar que comandou a Operação Lava-Jato como juiz.

O presidente quer estar livre para escolher até mesmo um nome do MPM (Ministério Público Militar), do MPT (Ministério Público do Trabalho) ou do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios). Nesse quadro, até a atual chefe de todo o Ministério Público, Raquel Dodge, poderá ser reconduzida. Ela está desgastada entre os procuradores do Ministério Público Federal e não deverá se candidatar à lista da ANPR.

Mas, no caso de um impasse entre nomes da preferência do Planalto e do MPF, a permanência de Dodge pode ser uma solução intermediária. Seu nome conta com a simpatia dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Hoje, há mais de 10 nomes cotados para o cargo, entre candidatos à lista tríplice e aqueles que não se candidatarão, mas esperam ser nomeados por Bolsonaro.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Bolsonaro planeja um balanço dos 200 dias de governo. Ministérios devem apresentar projetos que tenham como diretrizes “a valorização da família e o combate à corrupção”
Latam vai incorporar na sua frota aviões que eram da Avianca
Pode te interessar