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Política Bolsonaro “tentou caminhar e caiu”, diz médico; exame descarta convulsão

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Exames apontaram um "traumatismo craniano leve" no ex-presidente

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Para cada obra que Bolsonaro ler, quatro dias de pena podem ser reduzidos. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O cardiologista Brasil Caiado, um dos médicos de Jair Bolsonaro, afirmou nessa quarta-feira (7) que o ex-presidente caiu após tentar caminhar na sala da Polícia Federal (PF) em que está preso. Segundo Caiado, a suspeita de uma convulsão não foi confirmada com os exames realizados em Bolsonaro nesta quarta.

“Na madrugada de ontem, o presidente apresentou uma queda dentro de seu quarto da superintendência. Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos […], nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, disse o médico.

“Em relação a crise convulsiva, não se confirmou pelo exame. Foi uma suspeita clínica. Fica no ar, mas provavelmente não [ocorreu]”, completou Brasil Caiado.

Boletim divulgado pela equipe médica do ex-presidente afirma não haver necessidade de “intervenção terapêutica” em Bolsonaro. Conforme Brasil Caiado, os exames apontaram um “traumatismo craniano leve” no ex-presidente e não há lesões intracranianas.

Ainda de acordo com o cardiologista, Bolsonaro não tem tido episódios de confusão mental, mas tem relatado tonturas e desequilíbrios.

“Quando ele foi reconstituir, em um primeiro momento, ontem [terça-feira, 6], ele não conseguia se lembrar exatamente. Tive que ir por dedução do que eu estava vendo do corpo dele. Hoje, nós estávamos reconstituindo e me parece que sim. Ele lembrou que havia levantado, que ele foi caindo”, relatou Caiado.

Segundo o médico, a lesão decorrente da queda “não é preocupante”. “A gente segue nas hipóteses diagnosticas e o que me chama mais atenção é a interação medicamentosa”, disse.

Em entrevista no hospital em que Bolsonaro realizou os exames antes de retornar à sala da Superintendência da PF, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse que, após a queda, a defesa deve reforçar o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente.

“Ele deveria estar em casa. Não deveria estar em uma solitária com 70 anos e vários problemas de saúde que precisam ser administrados”, afirmou Michelle.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta quarta a PF colher depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) após uma nota divulgada pela entidade que questiona a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O CFM determinou nesta quarta ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal que instaurasse uma sindicância imediata sobre o atendimento médico prestado a Bolsonaro. Na decisão, o ministro também determinou que seja considerada nula a determinação do CFM para instauração de sindicância.

Segundo Moraes, a ação do Conselho é ilegal e a entidade não tem competência de fiscalização neste caso. A PF deve ouvir o presidente no CFM no prazo de 10 dias. A medida, segundo o ministro, demonstra “claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos”.

Moraes também cita que, em decisão de 22 de novembro do ano passado, já havia disponibilizado atendimento médico em tempo integral ao ex-presidente.

Na situação da queda sofrida por Bolsonaro, o magistrado aponta que a equipe médica da PF não constatou necessidade de deslocamento imediato do ex-presidente ao hospital.

“Não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior”, explicou o ministro.

A decisão do ministro ainda manda o diretor do Hospital DF Star encaminhar ao STF todos os exames médicos e laudos referentes aos exames realizados por Bolsonaro em até 24 horas. (Com informações dos portais de notícias CNN Brasil e g1)

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