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Economia Bolsonaro vai questionar a Petrobras sobre o reajuste da gasolina em 12%

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O presidente Jair Bolsonaro classificou o aumento como uma “manobra”. (Foto: Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro disse que vai questionar a Petrobras sobre o aumento de 12% no preço da gasolina nas refinarias, que classificou de “manobra”. Ele afirmou que não constatou elevação no petróleo a nível mundial, o que não justificaria a atualização no Brasil.

O comentário foi feito após Bolsonaro afirmar que não vai aumentar a Cide sobre o combustível como pediu o setor sucroalcooleiro, medida defendida pelos ministros Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e da Agricultura, Tereza Cristina.

A Petrobras subiu 12% a partir de hoje. Eu não vi o preço do petróleo aumentar lá fora para subir 12 % aqui dentro. Quero saber que manobra foi essa. Não é interferir, é um direito que tenho de saber. Não sei porque a Petrobras aumentou, ela segue a política internacional do preço do petróleo”, disse Bolsonaro, na porta do Palácio da Alvorada.

A decisão da Petrobras foi anunciada na quarta-feira, com efeitos a partir de quinta-feira. Foi a segunda vez que a Petrobras aumenta os preços da gasolina no ano. No dia 20 de fevereiro o reajuste foi de 3%, que foi seguido por sucessivas reduções após o início do isolamento social, que fez a demanda despencar, e da crise internacional do petróleo.

Queda no ano

Ainda assim, a gasolina da petroleira estatal — responsável por quase 100% da capacidade de refino do país — acumula queda de 46,5% neste ano, impactada por uma diminuição dos preços do petróleo e de seus derivados diante da propagação do novo coronavírus, que reduziu a demanda global.

O reajuste da Petrobras, no entanto, ocorre após uma recuperação recente dos preços do barril do petróleo, à medida que alguns países da Europa e da Ásia, assim como diversos Estados norte-americanos, começaram a flexibilizar medidas de isolamento tomadas em função da pandemia.

O ajuste vem em linha com o que aconteceu no mercado internacional nas últimas semanas. Precisava mesmo, a gente estava com defasagem com relação à importação já faz mais de semana…”, disse o chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva.

Eu acredito que a Petrobras esperou para ver se o preço não devolvia, a volatilidade está muito grande no mercado internacional.”

A Petrobras manteve o preço do diesel, o combustível mais consumido no país. No caso desse produto, a queda acumulada nas refinarias no ano é de 44%. As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias Reuters.

 

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