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Política Bolsonaro volta a levantar suspeitas sobre eficácia de “vacina chinesa”

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"Algumas vacinas não estão dando certo. Tem uma chinesa aí que gente tomou a segunda dose, está se infectando, está morrendo", disse Bolsonaro. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Contrariando decisões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e diversos estudos científicos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que a Coronavac — chamada por ele de vacina “chinesa” — não está “dando certo”. Bolsonaro cobrou que a Anvisa ou o Instituto Butantan deem uma “resposta” sobre a eficácia da vacina.

Na semana passada, a diretoria da Anvisa considerou que a Coronavac tem contribuído para uma redução significativa de hospitalizações e óbitos causados pela vovid-19 e manteve a autorização de uso emergencial do imunizante, concedida em janeiro. A posição foi exposta na reunião em que a agência negou, por falta de dados, a autorização para uso da vacina em crianças e adolescentes.

“Algumas vacinas não estão dando certo. Tem uma chinesa aí que gente tomou a segunda dose, está se infectando, está morrendo, e não é pouca gente, não. A gente espera que a Anvisa dê uma resposta para a isso, ou o próprio Butantan dê uma resposta para isso. A população tem o direito de saber da real efetividade da vacina que está tomando”, afirmou Bolsonaro, em entrevista à Rádio Regional FM 91, de Registro (SP).

Especialistas médicos explicam que casos em que uma pessoa morre mesmo após tomar as duas doses não significam um atestado de falta de efetividade dos imunizantes. Na verdade, o agravamento do quadro está intimamente ligado ao funcionamento do sistema imune do corpo.

Máscaras

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que conversaria nesta segunda-feira (23) com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre um protocolo para tornar o uso de máscaras facultativo. Em junho, o presidente pediu a Queiroga um parecer sobre o assunto.

“Alguns países do mundo já adotaram isso que você está falando, liberou geral. Eu pedi um estudo para o nosso Ministério da Saúde. Vou me reunir com o ministro Queiroga, para nós darmos uma solução para esse caso”, disse o presidente, em entrevista à Rádio Regional FM 91, de Registro (SP).

A ideia de Bolsonaro é que o uso da máscara passa a ser “facultativo”:

“Nós tornarmos facultativos, orientarmos que o uso da máscara não precisa mais ser obrigatório. Essa é nossa ideia, que talvez tenha uma data para essa recomendação do Ministério da Saúde.”

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