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Mundo Bombardeio a escola na Síria mata 35 e pode ser o pior da guerra civil, diz ONU

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Sala de aula destruída em bombardeio na província de Idlib, na Síria. (Foto: Reprodução)

Uma série de ataques aéreos nos arredores de uma escola no vilarejo de Hass, na província síria de Idlib, deixou ao menos 35 mortos, incluindo 11 crianças e sete mulheres adultas, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres. O número de mortos pode aumentar, pois muitas há pessoas gravemente feridas.

O bombardeio, realizado nesta quarta-feira (26) por forças leais ao regime do ditador Bashar al-Assad, pode ter sido o ataque mais letal contra uma escola nos mais de cinco anos de guerra na Síria, disse em comunicado Anthony Lake, diretor executivo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

“Crianças perdidas para sempre por suas famílias… Professores perdidos para sempre por seus estudantes… Mais uma cicatriz no futuro da Síria”, declarou Lake. “Isso é uma tragédia. É um ultraje. E se tiver sido premeditado, é um crime de guerra.”

Não é possível saber com precisão quem é responsável pelos ataques aéreos. As aviações da Síria e da Rússia realizam bombardeios na região, com apoio em solo do Exército sírio e de milícias libanesas e iranianas, contra grupos rebeldes apoiados por EUA, Arábia Saudita e Turquia. A chancelaria da Rússia disse nesta quinta (27) que o país não é responsável pelos bombardeios contra a escola.

ALEPPO

O ministério da Defesa da Rússia anunciou nesta quinta que aviões russos e sírios não sobrevoam a cidade de Aleppo, no norte da Síria, há nove dias. A parte oriental da cidade é um dos bastiões dos rebeldes sírios e, há meses, está cercada por tropas leais a Assad.

Na semana passada, a Rússia anunciou que promoveria períodos de pausa nos bombardeios sobre a Aleppo para que civis e rebeldes pudessem sair dali. Os ataques sobre a cidade já deixaram centenas de civis mortos e destruíram hospitais, atraindo duras críticas de líderes ocidentais.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), as tréguas temporárias, encerradas
no domingo (23), não foram suficientes para levar ajuda às áreas sitiadas e para retirar doentes e feridos.

Em parceria com o regime sírio, a Rússia prepara uma ofensiva final para retomar Aleppo das mãos dos rebeldes.

Nessa quarta, a proposta de Moscou de trasladar um porta-aviões para a costa da Síria criou atritos com a Otan (aliança militar ocidental). Suspeita-se que o navio oferecerá suporte na batalha por Aleppo, mas a Rússia nega que essa seja a intenção da manobra militar.

A retomada de Aleppo, uma das maiores cidades da Síria, é considerada estratégica para enfraquecer a insurgência armada contra o regime de Assad.

Iniciada em 2011, a guerra na Síria já deixou mais de 400 mil mortos e forçou milhões de pessoas a sair de suas casas. (Folhapress)

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