Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de abril de 2024
Um “bombardeio” atingiu uma base militar no centro do Iraque que acolhe tropas do Exército e do antigo grupo paramilitar pró-iraniano Hashd al Shaabi, agora integrado nas forças regulares, indicaram duas fontes de segurança.
Perguntados pela agência de notícias AFP, um responsável militar e outro do Ministério do Interior não puderam apontar os responsáveis pelo bombardeio na base de Calso, na província de Babilônia.
O funcionário ministerial assinalou que o ataque deixou “um morto e oito feridos”. Por sua vez, o responsável militar informou que havia pelo menos três feridos entre os efetivos do Exército iraquiano.
“Devido ao bombardeio, houve explosões nos armazéns que abrigam os equipamentos”, explicou este responsável, que falou em condição de anonimato pela sensibilidade do assunto.
“Um incêndio ainda afeta alguns setores e a busca de feridos continua”, acrescentou.
Já a fonte do ministério garantiu que o bombardeio estava dirigido aos veículos blindados do Hashd al Shaabi. “A explosão alcançou o material, o armamento, os veículos”, disse.
A ação, cuja autoria não foi reivindicada, ocorre em um contexto explosivo na região derivado da guerra em Gaza entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas, apoiado pelo Irã.
Nessa sexta-feira, ataques atribuídos a Israel atingiram a região iraniana de Isfahan, perto de uma base militar.
No sábado anterior, Teerã havia lançado um ataque inédito com drones e mísseis contra Israel, em resposta a um bombardeio precedente contra seu consulado em Damasco, na Síria, que havia ceifado a vida de sete militares iranianos, incluídos dois generais.
O grupo Hashd al Shaabi faz parte do aparato de segurança oficial do Iraque, mas reúne várias facções armadas pró-iranianas que realizaram ataques no Iraque e na Síria contra soldados americanos mobilizados no âmbito de uma coalizão antijihadista internacional.
Retaliação
Em outra frente, explosões ecoaram nessa sexta-feira perto de uma cidade iraniana no que fontes relataram como um ataque israelense, mas Teerã minimizou o incidente e indicou que não planeja uma retaliação, resposta com o aparente objetivo de impedir uma ampliação da guerra na região.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que drones – segundo as fontes, lançados por Israel contra a cidade de Isfahan – eram “mini-drones” que não causaram danos ou mortes.
A escala limitada do ataque e a resposta branda do Irã constituem, aparentemente, um sinal de sucesso dos esforços diplomáticos para evitar uma guerra aberta.
Imprensa e autoridades iranianas descreveram uma pequena quantidade de explosões, resultado, segundo elas, de seus sistemas de defesa aérea que derrubaram três drones sobre Isfahan, no centro do país. Elas se referiram ao incidente como um ataque de “infiltrados”, em vez de citar Israel, evitando assim a necessidade de uma resposta.
Uma autoridade iraniana disse à Reuters que não havia planos de responder a Israel.
“A fonte externa do incidente não foi confirmada. Não recebemos qualquer ataque externo, e a discussão está mais para infiltrados do que um ataque”, disse a fonte.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, também foi cauteloso ao comentar o caso a enviados de países muçulmanos em Nova York.
“Os apoiadores do regime sionista de Israel na imprensa, em esforço desesperado, tentaram transformar em vitória a derrota deles, enquanto os mini-drones interceptados não causaram qualquer dano ou morte”, teria dito o ministro, segundo a mídia iraniana. As informações são das agências de notícias AFP e Reuters.
Os comentários estão desativados.