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Beleza Botox: saiba se aplicar o produto aos 20 anos pode prevenir rugas

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Em 2020, cerca de 811 mil procedimentos de Botox nos Estados Unidos foram realizados em pessoas na faixa dos 30 anos. (Foto: Reprodução)

Embora a maior parte das pessoas que usam a toxina botulínica, conhecida como botox, sejam mulheres com mais de 40 anos, recentemente as mídias sociais se tornaram palco para o debate: começar a aplicar a substância quando se é jovem pode ajudar a parar os sinais de envelhecimento?

A premissa básica é a de que, se você começar a usar o botox, quando jovem, não formará os sulcos que as pessoas tentam “corrigir” mais tarde na vida.

Em 2020, cerca de 811 mil procedimentos de botox nos Estados Unidos foram realizados em pessoas na faixa dos 30 anos, o que representou aproximadamente 18% do total nacional, de acordo com a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos.

Embora a maioria dos dermatologistas concorde que essa abordagem funciona, alguns temem que os pacientes estejam fazendo intervenções muito cedo ou alertam contra o custo financeiro de longo prazo de injeções repetidas.

Conversamos com mais de uma dezena de especialistas para descobrir se o “botox preventivo” é um investimento sábio.

Motivação

O botox limita o movimento ao bloquear a acetilcolina, que é o principal neurotransmissor. Com o tempo, segundo a teoria, um usuário que recebe a toxina com frequência enfraquece os músculos faciais e retarda o processo no qual as linhas dinâmicas (aquelas que se formam quando se faz uma expressão) se transformam em linhas estáticas (aquelas visíveis quando o rosto está em repouso).

“Basicamente, você está inibindo as contrações musculares e diminuindo o movimento facial”, diz Kristen Broderick, professora assistente de cirurgia plástica e reconstrutiva na Johns Hopkins Medicine.

Portanto, você está prevenindo ou retardando a formação de rugas com o tempo. Mas os médicos enfatizam que as rugas são adiadas, não evitadas.

“A Mãe Natureza sempre vence”, afirma Mathew Avram, diretor do Dermatology Laser & Cosmetic Center e diretor de cirurgia dermatológica do Mass General Hospital em Boston.

A boa notícia é que os médicos não estão mais servindo o “botox-face” – pense em sobrancelhas congeladas em perpétua surpresa, testas sem rugas, mas não exatamente jovens. Agora, os dermatologistas tentam suavizar enquanto ainda permitem o movimento.

E mesmo que a neurotoxina desapareça em cerca de três a quatro meses, alguns médicos dizem que ela atrasa o processo natural de envelhecimento.

“Se estou começando aos 25 anos e uso até os 40, economizei todos esses anos sem ter rugas”, garante Patricia Wexler, fundadora da Wexler Dermatology em Nova York. “Então, se você parar de usar o Botox aos 45 ou 50 anos, terá uma nova linha de base. Você vai ter rugas nesse ponto, mas elas não serão o mesmo que teria.”

A maioria dos dermatologistas concorda que o Botox é um tratamento seguro e confiável. Mas o uso a longo prazo tem sido pouco estudado, e as evidências são esmagadoramente anedóticas. Muitos dermatologistas apontam para suas próprias testas lisas como prova de conceito.

Não existem estudos clínicos ou observacionais em larga escala de botox preventivo. Um estudo de 2006 analisou duas gêmeas idênticas. Uma recebeu injeções regulares de botox, a outra, não.

Os pesquisadores descobriram que as linhas “não eram evidentes na gêmea regularmente tratada” onde ela havia recebido injeções, mas apareciam em sua irmã. As áreas não tratadas de ambos os rostos mostraram “envelhecimento comparável”. Em um seguimento, quando as gêmeas tinham 44 anos, a que recebeu os tratamentos não apresentava linhas estáticas em repouso; sua irmã, sim.

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