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Saúde Brasil deve doar mais de 12 milhões de doses de vacina contra a covid

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Ministro também negou que a vacinação das crianças possa ser uma exigência para o retorno às aulas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo federal deve anunciar nos próximos dias a doação de 12,5 milhões de doses de vacina contra a covid-19 a países pobres. A iniciativa do Brasil é parte da meta definida no último domingo (31), no encontro do G20, em Roma, na Itália, de imunizar 70% da população mundial.

A reunião de cúpula, com presidentes, ministros e demais líderes de 19 países e da União Europeia, entendeu a necessidade da ampliação do acesso a vacinas. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro no encontro, aprovou o número estipulado até junho de 2022.

“É um compromisso dos líderes das 20 maiores economias do mundo, e nós entendemos que é uma meta factível”, disse Queiroga. Ainda segundo o ministro, o Brasil tem capacidade para “deixar de ser importador e ser exportador de vacinas”.

Ao todo, o consórcio Covax Facility, liderado pela OMS, planejava distribuir 2 bilhões de doses em 2021. Até o momento, foram distribuídas cerca de 400 milhões de doses.

“O Brasil certamente assumirá a sua posição de protagonista de um líder global e participará desta iniciativa para reforçar o acesso às vacinas no mundo”, afirmou Queiroga à CNN.

Segundo Queiroga, o Brasil já tem estruturada e planejada como será a campanha nacional que dará continuação a imunização em 2022 e todos os brasileiros acima de 12 anos serão contemplados. Por isso, o excedente poderá ser destinado a ampliação do acesso às doses – um dos principais temas discutidos pelos líderes.

“A ampliação do acesso às vacinas aos países mais pobres é um dos objetivos do G20 para que, até meados de 2022, 70% da população mundial esteja vacinada com a primeira dose”, explica Queiroga.

De acordo com o ministro, o segundo tópico defendido entre os governos dos países foi o fortalecimento dos sistemas de saúde.

“Os líderes se comprometeram com o fortalecimento dos sistemas de saúde de uma maneira geral, não só para por fim a esta pandemia, mas para enfrentar outras emergências sanitárias como essa.”

Querioga enalteceu ainda o sistema de saúde brasileiro. “O Brasil é um país que tem 200 milhões de habitantes e tem um dos sistemas de saúde de acesso universal igualitário e gratuito dos maiores do mundo.”

Por fim, o ministro acrescentou que é importante preservar as “liberdades individuais” ao se seguir enfrentando a pandemia. “O presidente Bolsonaro, desde o início, defendeu o enfrentamento ao problema sanitário, a questão da economia é fundamental — o binômio saúde e economia não pode ser dissociado –, e a defesa intransigente das liberdades. Nós precisamos ter um ambiente de mais tranquilidade para poder avançar.” As informações são do portal R7 e da CNN.

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