Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de janeiro de 2016
O Brasil deve se preparar para que o zika vírus se torne uma doença endêmica tanto em território nacional como em outros países da América Latina, em um cenário semelhante ao que ocorre com a dengue, que desde os anos 1990 teve o número de casos multiplicados na região. O aviso vem de cientistas ouvidos pela BBC Brasil para analisar possíveis desdobramentos no surto que já atingiu mais de 20 Estados brasileiros e duas dezenas de países no continente. Entre eles, está o entomologista e médico Andrew Haddow, neto de Alexander Haddow, um dos três cientistas que, em 1947, isolaram pela primeira vez o zika. A projeção é de um cenário preocupante diante da possível relação do zika com os quatro mil casos de possível microcefalia sendo investigados no Brasil.
Para os especialistas, o País apresenta condições ideais para uma proliferação ainda maior do vírus do que a registrada até agora. O principal fator é a resistência do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, e que voltou a infestar centros urbanos no Brasil depois de duas vezes erradicado nas últimas décadas.
Dados do Ministério da Saúde mostram o avanço da dengue no País. Foram 40 mil registros em 1990. Em 2000, saltaram para mais de 135 mil, e superou um milhão em 2010. Em 2015, foram mais de 1,5 milhão de casos.
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