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Política Governo Lula discorda de Trump sobre acusações de trabalho forçado no Brasil e fala em usar Lei da Reciprocidade

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Em nota, governo brasileiro chamou de "absurdo" associar competitividade do país a violações dos direitos humanos

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Palácio Itamaraty é a sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O governo do Brasil divulgou nesta quarta-feira (3) uma nota em que afirma discordar de maneira “profunda” das conclusões do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) sobre falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

No comunicado, divulgado pelo Palácio do Planalto, o governo afirma que vai recorrer a instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para reagir a “situações de injustiça” contra o Brasil.

O comunicado do Planalto é uma resposta à investigação do escritório norte-americano que concluiu, na terça-feira (2), que 59 países, entre eles o Brasil, e a União Europeia falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

“É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais”, afirma a nota do Palácio do Planalto.

“O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional”, completa o comunicado.

O governo também afirma, na nota, que adotará todas as medidas necessárias para reduzir eventuais danos que venham a ser causados à economia nacional, aos empregos e à renda dos brasileiros.

Apesar da contrariedade com as conclusões do USTR, o Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil ressaltou que segue à disposição para continuar a sua histórica e ativa cooperação com o Departamento de Trabalho dos EUA.

No documento, o governo do Brasil afirma ainda que a OIT (Organização Internacional do Trabalho) reconhece, há décadas, o Brasil como uma referência internacional no combate ao trabalho escravo e forçado, fruto de uma combinação de fiscalização rigorosa, responsabilização, cooperação entre instituições e compromisso político.

Governo diz ter detalhado normas contra trabalho forçado

Na nota, o governo afirmou que, durante o processo de investigação nos EUA, o Brasil enviou manifestações escritas e explicações detalhadas sobre as normas do país para coibir a entrada de bens produzidos por trabalho forçado.

De acordo com as autoridades brasileiras, a Receita Federal e os órgãos aduaneiros já possuem competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que atente contra a moral, os costumes, a saúde e a ordem pública.

“Qualquer bem produzido no todo ou em parte por trabalho forçado enquadra-se nessa definição”, diz a nota. Além disso, o governo afirma que os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo Mercosul — incluindo os tratados com o Chile, a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio — já contêm compromissos rígidos de eliminação do trabalho forçado e compulsório.

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Emerson
4 de junho de 2026 11:19

Esse lixo de governo, que criou a maior carga tributária da história do Brasil, recorde de desmatamento, recorde de empresas saindo do país, recorde de feminicidios, piores índices de educação, zero segurança, nenhuma grande obra entregue em mais de três anos, recorde de desemprego, se contarmos os que recebem bolsa família, recordede escândalosdw corrupção…esse cara, sempre vai negar tudo, aliás ele sempre fez isso. A vida toda. Negou o sítio, o triplex era da Marisa, o lulinha não é filho dele, o frei Chico não é irmão dele…o cara só abre a boca pra defecar. Não tem conhecimento nenhum de… Leia mais »

Emerson
4 de junho de 2026 11:04

Seria muito bom, se a família Lula, parece de roubar. O povo não aguenta mais.

vanderlei stefani
4 de junho de 2026 09:40

Flávio rachadinha está conseguindo desviar o foco do BOLSOMASTER. Sem mentira, a extrema-direita não sobrevive. A pergunta que ainda não foi respondida é: onde estão os R$ 61 milhões dados por Vorcaro a Flávio? 🤔

Marcos
4 de junho de 2026 08:18

O Brasil foi taxado única e exclusivamente devido a incompetência desse LADRÃO CACHACEIRO. Prefere ficar fazando acusações e criticando os EUA e tentando tirar proveito político da situação. A verdade é q esse BANDIDO sempre soube q essas taxas seriam impostas ao Brasil, eis q desde 2025 essas investigações estavam em curso nos EUA. Quanto a trabalho escravo, aqui no Brasil, numa fábrica da BYD, vários trabalhadores chineses foram resgatados em condições análogas à de escravos. Mas é mais fácil colocar a culpa no Rubio, no Trump, nos bozos, os jumentos petistas acreditam no GAMBÁ

vanderlei stefani
3 de junho de 2026 23:39

A família Bolsonaro não faz mais questão de esconder que atua nos Estados Unidos contra os interesses do Brasil. A proposta de impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, já apelidada de “Tariflávio”, e mirar o Pix expõe uma tentativa de interferência externa na economia e na política do país. O objetivo é causar desemprego no Brasil, prejudicar a economia nacional e tentar interferir no processo eleitoral usando a influência de Trump

Ernie Oliver
4 de junho de 2026 08:33
Responder para  vanderlei stefani

Estás mais que correto Vanderlei. E o Marcos acredita que o Trump está preocupado com trabalho escravo, é piada Marcos! Te acorda, cara!
O Trump só se importa com ele mesmo e tudo que está fazendo é pra distrair, disfarçar e tirar da mídia os arquivos do Epstein onde ele está envolvido até o pescoço.
Acorda Marcos, acorda Brasil!

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