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Geral Brasil é mais rígido ao punir pela invasão de Brasília do que os Estados Unidos pela invasão do Capitólio, em Washington

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Em 6 de janeiro de 2021, apoiadores de Donald Trump entraram à força no Congresso americano. (Foto: Reprodução)

A pena de 17 anos de prisão aplicada a Aécio Lúcio Costa Pereira, caso que abriu a sessão sobre os ataques do 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF), é duas vezes maior do que a imposta ao primeiro condenado via júri popular pela invasão ao Capitólio, nos Estados Unidos. Além disso, a tramitação dos casos que foram efetivamente a julgamento vem sendo mais célere no Brasil do que na Justiça americana. Por fim, como os processos já correm no STF, não será possível aos réus apresentar recursos, ao contrário do que vem ocorrendo nos EUA. Em ambos os casos, simpatizantes dos presidentes recém-derrotados pelas urnas – Jair Bolsonaro e Donald Trump – investiram contras as instituições federais.

Em 6 de janeiro de 2021, apoiadores de Trump entraram à força no Congresso daquele país para tentar impedir que Joe Biden, presidente eleito, fosse oficializado como novo chefe do Executivo. Em março de 2022, 412 dias após o evento, Guy Weley Reffitt, um dos invasores, foi declarado culpado. No Brasil, a primeira sentença veio ontem, passados 249 dias dos ataques.

Durante a investida ao Capitólio, Reffitt portava uma arma e ameaçou a então presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi. Ele foi sentenciado a 7 anos e 3 meses de prisão, menos da metade da punição imposta a Aécio Pereira.

No caso brasileiro, o primeiro réu foi denunciado, julgado e condenado pelo STF, a última instância do Judiciário nacional. Nos EUA, por outro lado, os processos tramitaram em instâncias inferiores, e parte dos réus recorreu das condenações, o que não será possível no Brasil. Ontem, o ministro do STF Alexandre de Moraes afastou a tese apresentada pelos advogados de que o Supremo não seria o foro apropriado:

“Se a Corte é suspeita, ninguém julga. Então, quem sabe, no futuro próximo é possível uma nova excursão na Praça dos Três Poderes, com uma nova invasão, destruição e tentativa de golpe.”

Outro ponto que diferencia os processos nos dois países é o fato de, nos EUA, todos os julgamentos criminais serem realizados com a participação de júris populares. Cidadãos são convocados para acompanhar os processos e, eventualmente, definir pela condenação ou inocência dos acusados.

Reffitt, no entanto, não foi o primeiro invasor a receber pena de prisão. Seis meses depois da ofensiva, o operador de guindaste Paul Hodgkins foi alvo da primeira sentença relativa ao episódio: oito meses na cadeia e dois anos em “liberdade vigiada”. Hodgkins, porém, não foi julgado. Na Justiça americana, um réu pode se declarar culpado e firmar acordo para, em troca, encerrar o processo com pena menor.

Outro extremista que optou pela confissão foi Jacob Chansley, ícone da invasão ao surgir vestindo um chapéu de pele com chifres e sem camisa. Ele foi condenado a 3 anos e 5 meses de prisão.

Quatro pessoas morreram na invasão ao Capitólio em 6 de janeiro. Além disso, um policial atacado por extremistas não resistiu e morreu no dia seguinte ao episódio. As informações são do jornal O Globo.

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11 Comentários
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Fernando Krause
16 de setembro de 2023 11:19

Nos democráticos EUA, a justiça é implacável com bandidos e criminosos que tentam roubar os cofres públicos.
No Brasil tais criminosos são “descondenados” para se eleger e “voltar à cena do crime”…

Nilton G Veiga
16 de setembro de 2023 11:30

Não é o Brasil o mais rígido na punição mas a “quadrilha do stf e pt” no revanchismo.

Cezar Roldão Schuaste
16 de setembro de 2023 12:09

A diferença está nos juizes, aqui são partidarios-acusadores-julgadores com ódio..

Doris Monroe
16 de setembro de 2023 12:54

Lógico a petralha quer imitar a repressão do regime de 64 contra os comunistas e se sentirem “gente” importante, eles vivem de imitar…não criam bem fazem nada por falta de ter o que dar….

Doris Monroe
16 de setembro de 2023 12:55

Puro Revanchismo!

Luiz Carlos Rozzo Bidio Rossa
16 de setembro de 2023 17:02

Aqui Fas Diferença
Nos Temos o Xandão?kkkkk

Vanderlei Stefani
16 de setembro de 2023 17:17

Parabéns STF, lugar de terrorista é na cadeia.

Marcelo Neuri Haag
16 de setembro de 2023 21:59

Imaginem um MST se “criar” nos EUA… sem chance! Se aqui for o mesmo tratamento tá valendo…

Ck Ps
17 de setembro de 2023 00:20

vigaristas bolsonaristas acharam q eram donos do Brasil e se deram mal

Glaucio Dos Santos Brum
17 de setembro de 2023 12:13

Ser julgados diretamente por uma suprema corte, da maneira célere como aconteceu, só evidencia que a condenação dependia apenas de formalização, pois já havia sido decidida. É claro que, para os “rivais do time adversário”, é muito bom, pois lhes preenche de felicidade, sem que percebam ou se importem com risco a uma democracia que atos revanchistas possam acarretar. Continuo a a firmar que o país corre sério perigo, e o pior, sob o aplausos de quem se recusa a enxergar.

Vanderlei Stefani
17 de setembro de 2023 12:59

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