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Economia Brasil é o país com a maior taxa de juro real do mundo

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(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Brasil lidera o ranking mundial de juros reais de dezembro, de acordo com levantamento feito pela Infinity Asset Management, que inclui 156 países. O cenário vai se manter o mesmo caso haja alta de juros de 0,75 ponto percentual (pp) ou baixa de 0,25 pp – os dois cenários analisados pelo estudo.

Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. O Copom avisou, ainda, que não hesitará em retomar o ciclo de alta caso o processo de desinflação não ocorra como esperado.

Os juros reais representam a taxa descontada da inflação esperada para os próximos doze meses. Em seu relatório, a Infinity considera a inflação prevista no boletim Focus do Banco Central, de 5,33%, e a taxa de juros DI a mercado dos próximos doze meses com vencimento em dezembro de 2023.

O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a aumentar os juros no pós-pandemia – o que ajuda a explicar parte da disparidade entre as taxas e a inflação.

Com a Selic a 13,75% ao ano, os juros reais no Brasil alcançam 8,16%. No ranking, o país é seguido pelo México (juros reais de 5,39%) e pelo Chile (juros reais de 4,66%). Em caso de alta de 0,75 pp, os juros reais brasileiros seriam de 8,78%, enquanto o valor atingiria 7,54%, se houvesse corte de 0,25 pp.

Depois do Brasil, o México possui a maior taxa real de juros reais, com 5,39%. Ele é seguido pelo Chile (4,66%), Hong Kong (3,12%), Colômbia (2,39%), Filipinas (2,21%), Indonésia (2,09%), África do Sul (1,73%), Índia (1,13%) e Israel (0,74%).

Juros nominais

Já no ranking de países com as maiores taxas de juros nominais, o Brasil está em segundo lugar, com 13,75%, atrás da Argentina (juros de 75% ao ano). Na terceira posição, aparece a Hungria (juros de 13% ao ano).

“Os programas de aperto quantitativo continuam lentos e o movimento global de políticas de aperto monetário continuou a ganhar força, com o aumento expressivo no número de Bancos Centrais (BCs) sinalizando preocupação com a inflação, mesmo com a queda do preço de commodities”, afirma a Infinity no relatório.

O Chile ocupa a quarta posição do ranking, com juros de 11,25% ao ano. Em seguida aparecem Colômbia (11%), México (10%), Turquia (9%), Rússia (7,5%), República Checa (7%) e África do Sul (7%).

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Jairo Vivian
11 de dezembro de 2022 17:16

SE BAIXAR OS JUROS, AUMENTA A INFLAÇÃO. BOLA DE NEVE. MELHOR CONTER INFLAÇÃO.

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