Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 15 de outubro de 2016
Uma pesquisa da ONG Save The Children, com sede em Londres, na Inglaterra, apontou que o Brasil é o pior país da América do Sul para as meninas viverem. No ranking com 144 nações, o Brasil está na 102ª posição, com altos índices de casamento infantil e gravidez na adolescência. Comparado com países da América Latina, o Brasil só está na frente da Guatemala e do Haiti.
A análise levou em consideração fatores como escolaridade, gravidez na adolescência, casamento infantil, mortalidade materna e representação das mulheres no Parlamento. Ocupando a 102ª colocação, o Brasil apresenta o pior cenário para as garotas do que países como Índia e Paquistão, conhecidos mundialmente pela cultura machista.
O relatório destaca que o casamento infantil e a gravidez na adolescência são preocupantes em nosso País: “O Brasil é um país com renda média superior, mas está apenas ligeiramente melhor nos índices que o frágil e pobre Estado do Haiti [número 105 da lista]”. No relatório, a defensora dos direitos das meninas Rebeca Zakayo Gyumi alerta que o estudo revela uma série de barreiras enfrentadas pelas meninas na realização de suas potencialidades.
“Isso surge em um tempo crucial, quando líderes se comprometeram em convenções internacionais que protegeriam as meninas das culturas e questões sociais que as deixam para trás. É hora de nossos líderes se comprometerem ao que assinaram e é hora de agir. Precisamos libertar as meninas de todas as barreiras que elas enfrentam e empoderá-las a lutarem por seus direitos e terem suas vozes ouvidas. Isso não pode esperar”, afirma. (AE)
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