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Mundo Embaixador brasileiro faz críticas ao Conselho de Segurança da ONU durante reunião emergencial

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Delegações fizeram sua declaração antes de uma reunião solicitada pela Rússia e com foco nas armas biológicas. (Foto: Loey Felipe/UN Photo)

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou uma reunião de emergência após a Rússia cercar e bombardear a maior usina nuclear da Europa, na Ucrânia. Os líderes iniciaram o encontro por volta das 13h40 desta sexta-feira (4), pelo horário de Brasília. Os embaixadores estão preocupados com os riscos que esse tipo de ataque pode trazer, como vazamento radiativo.

O embaixador do Brasil, Ronaldo Costa Filho, afirmou no encontro que o Conselho não tem sido eficaz em promover uma solução para a invasão russa à Ucrânia. “Não podemos ignorar o papel que o Conselho deve desempenhar, mas que não está desempenhando na situação atual. Uma série de reuniões foram realizadas nesta câmara sob a situação na Ucrânia e parece que não importa quantas reuniões convoquemos, um cessar-fogo e um fim de todas as hostilidades ainda permanece uma solução evasiva”, disse.

“Isso não é um paradoxo, ao contrário, é uma falha do Conselho de agir de uma forma construtiva em endereçar esse tópico”, reforçou ele. O representante brasileiro no colegiado afirmou que o país exige que todos os membros sejam ativos e busquem uma solução para o conflito entre os dois países.

Em sua fala, Ronaldo Costa Filho criticou o ataque ao prédio da usina nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia. Segundo ele, o episódio poderia ter consequências sérias, citando a possibilidade de uma “catástrofe humanitária” e um “incidente nuclear”.

O diplomata citou um artigo da Convenção de Genebra segundo o qual instalações elétricas e nucleares não devem ser o alvo de ataque, mesmo quando esse seja um dos objetivos militares. Para o embaixador, o episódio é mais um motivo para a comunidade internacional exigir um cessar-fogo e uma solução para o conflito.

Enquanto a reunião acontecia, novos bombardeios ocorreram na Ucrânia. Sirenes dispararam em Odessa e em Kiev, capital e coração do poder do governo. A reunião para um cessar-fogo foi adiada.

O embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, não confia na versão russa para o ataque. “Sofremos um ataque terrorista nuclear da Rússia”, salientou.

“O órgão de monitoramento não teve acesso à usina. Alguns sistemas de monitoramento não estão funcionando”, denunciou. “É alarmante que muitos funcionários da manutenção da usina tenham sido mortos por soldados russos. Não houve troca de turno”.

Ele completa: “Exigimos reações claras da agência internacional de energia atômica”, disse, ao defender um posicionamento da comunidade internacional e a retirada das tropas.

A embaixadora dos Estados Unidos, Linda Thomas-Greenfield, pediu que a Rússia retire as tropas da usina para permitir que os funcionários tenham acesso ao local para os operadores manterem a operação segura. “É preciso avaliar danos e o sistema de arrefecimento dos reatores. Instalações nucleares não podem ser parte desse conflito”, frisou.

Tropas russas negaram que o incêndio na maior usina nuclear da Europa, a ucraniana Zaporizhzhia, tenha sido ocasionado por bombardeios de militares da Rússia. Ao contrário, segundo o The Independent, eles atribuíram a culpa a esquadrões de sabotagem da Ucrânia.

Rússia nega prejuízos nucleares

O embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzia, chamou de “campanha de desinformações contra a Rússia” a acusação de bombardeio à usina. Ele negou que a central tenha sofrido impactos.

“A usina foi tomada em 28 de fevereiro pelas forças russas. Fizemos isso para evitar que nacionalistas ucranianos e outros terroristas se beneficiem e façam ameaças nucleares. Além disso, evitar interrupção do fornecimento de energia para Ucrânia e consumidores europeus. A equipe que está operando tem experiência e sabe cuidar da usina”, defendeu.

Segundo Nebenzia, a operação continua “normalmente”. “A usina continua operando e não existe nenhum risco de vazamento de material radioativo”, garantiu na ONU.

Maior que Chernobyl

A usina foi alvo de intenso bombardeio russo. A central nuclear fica em Zaporizhzhia, na Ucrânia. Uma explosão poderia causar uma tragédia 10 vezes maior que o acidente em Chernobyl, em 1986 – até então a maior catástrofe do tipo –, segundo alertou o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba.

O incêndio, segundo o governo ucraniano, atingiu um prédio usado para treinamento, mas não houve mudança nos níveis de radiação, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Em pronunciamento gravado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou o mandatário russo, Vladimir Putin, de “querer repetir Chernobyl”. Ele afirmou que Putin usa “o terror nuclear” para causar pânico. O vídeo foi divulgado após uma ataque russo desencadear um incêndio na central.

“Alertamos o mundo inteiro para o fato de que nenhum outro país, exceto a Rússia, disparou contra usinas nucleares. Esta é a primeira vez em nossa história, a primeira vez na história da humanidade. Este estado terrorista está agora recorrendo ao terror nuclear”, criticou Zelensky na gravação dessa quinta-feira (4).

A usina de Zaporizhzhia foi cercada no dia 28. Tropas russas ocuparam o local e tomaram o controle da central nuclear.

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Valmir Endruweit
4 de março de 2022 19:54

O que essa guerra nos diz de ditadores com armas nucleares?Diz que se um louco desses estiver com alguma doença terminal ou com problemas de loucura, psicopatia como Bolsonaro que nos ameaçou em 7 de setembro, como Lula que nos ameaçou antes de ser preso com o PT queria uma reação da população para evitar sua prisão se usando de seu rebanho burro, CUT ” uma boa espingarda, uma boa bala e um bom tiro nos conservadores de direita” como Putin com bombas atômicas da China etc…Já que estou morrendo ou louco vou levar o resto comigo e fim do… Leia mais »

Valmir Endruweit
4 de março de 2022 20:00

Imaginem um bomba atômica nas mãos do Bolsonaro ou do Lula?Do Maduro/? Da Nicarágua?Da Argentina?De Cuba?Um megaton são mil tonelada de dinamite cada bomba tem 50 megatons em 10 minutos morreriam 70 milhões em meia hora 178.milhões em um mês mais de 200 milhões inclusive pela radiação, escuridão por 60 anos A rÚSSIA TEM 1.900 bombas dessas.

Nilton G Veiga
5 de março de 2022 00:09

Chega de tantas reuniões sem efeito algum. Que as nações unam-se, vistam a calça e acabem com este mal chamado Putin.

Juarez Fogliatto
5 de março de 2022 01:00

A humanidade se auto-destruindo com a conivência de seus líderes. Cegueira diplomática, incompetência da ONU, tragédia anunciada que em um primeiro momento pode terminar com a Europa.

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