Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de setembro de 2016
Em 2014, a taxa de saída de empresas (relação entre o número de empresas que fecharam e o total) no Brasil cresceu 6,1 pontos percentuais, passando de 14,6% para 20,7%, a maior taxa da série, iniciada em 2008. No total, 944 mil empresas saíram do mercado, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (14).
Por outro lado, a taxa de entrada (relação entre o número de entradas e o total) caiu de 18,3% em 2013 para 15,9% em 2014, a menor desde 2008. Entraram em atividade, em 2014, 726,3 mil empresas. Já a taxa de sobrevivência (relação entre o número de empresas sobreviventes e o total) ficou em 84,1%, também a maior taxa da série, representando, contudo, um total de empresas sobreviventes (3,8 milhões) inferior ao verificado em 2013.
Pela primeira vez, o saldo no total de empresas ficou negativo, registrando um decréscimo de 4,6% no número de empresas (217,7 mil a menos) entre 2013 e 2014. Apesar dessa queda, o total de ocupações assalariadas cresceu 0,5% (170,4 mil) no período. As empresas que entraram foram responsáveis por 847,1 mil novas ocupações, sendo que 29,9% (252,9 mil) foram criadas no comércio, atividade que registrou também o maior número de perdas de assalariados (134,7 mil).
Em 2014, 39,6% das 694,5 mil empresas que nasceram em 2009 ainda estavam ativas no mercado, ou seja, cinco anos após o nascimento, mais de 60% das empresas não sobrevivem. Nesse período, as seções de atividades que apresentaram as mais altas taxas de sobrevivência foram saúde humana e serviços sociais (55,3%), atividades imobiliárias (51,5%) e atividades profissionais, científicas e técnicas (47,3%).
Do total de empresas ativas em 2014 (4,6 milhões), 0,7% (31,2 mil) eram de alto crescimento, pois apresentaram aumento médio do pessoal ocupado assalariado maior que 20% ao ano, por um período de três anos, tendo pelo menos dez pessoas assalariadas no ano inicial de observação. Em relação às empresas com dez ou mais pessoas ocupadas (488,8 mil), elas representam 6,4%.
Essas empresas ocuparam 15,4% (4,5 milhões) do pessoal assalariado em empresas com 10 ou mais ocupados, sendo que as atividades administrativas e serviços complementares (28,3%) apresentaram maior proporção de assalariados em empresas de alto crescimento.
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