Terça-feira, 15 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de setembro de 2015
Hania Alkhateb, 25 anos, diz sentir-se privilegiada por sua filha ter nascido no Brasil, longe da guerra da Síria, mas ainda sonha com o dia em que seu país voltará a ter paz para que possa regressar com Zena Salha, 4 meses. Hania é uma dos 2.077 sírios que conseguiram o refúgio no Brasil desde que o país entrou em conflito. O Brasil já concedeu mais refúgios para sírios do que países do Sul da Europa, que recebem grande contingente de imigrantes ilegais pela facilidade geográfica.
Os sírios são o povo com mais refugiados reconhecidos no Brasil. Há dois anos, o Conare (Comitê Nacional para Refugiados), do Ministério da Justiça, publicou uma normativa, facilitando a concessão de vistos a imigrantes da Síria. Com isso, o País se tornou uma das principais alternativas para as famílias que fogem dos conflitos.
Nos primeiros sete meses deste ano, o Brasil concedeu 10,4% mais pedidos de refúgios do que em todo o ano passado. Já são 8,4 mil refugiados em 2015; em 2014, foram 7.609. Depois da Síria, os países que mais conseguiram refúgio brasileiro foram Angola (1.480) e República Democrática do Congo (844), ambos com conflitos políticos internos.
Perfil
Os refugiados no Brasil, segundo relatório do Conare, são na maioria homens (70,7%) com idade entre 18 e 39 anos (65,6%). Entre os migrantes ainda há 19% com menos de 17 anos. O Conare tem uma reunião no dia 21 para decidir se renovará a normativa que facilitou a emissão de vistos de entrada para sírios. A resolução, de 2013, tem validade até o próximo dia 23.
(Isabela Palhares/AE)
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