Quarta-feira, 11 de março de 2026
Por Redação O Sul | 19 de janeiro de 2026
Joálisson Cunha e Wagner Moura em cena de abertura de "O agente secreto", de Kleber Mendonça Filho.
Foto: Divulgação/Victor JucáO cinema brasileiro pode alcançar um feito histórico na edição de 2026 do Oscar. Filmes e profissionais do país aparecem bem posicionados em listas de apostas e em pré-seleções da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o que abre a possibilidade de o Brasil somar até nove indicações — e, eventualmente, estatuetas — na principal premiação do cinema mundial.
O principal destaque brasileiro na temporada é o drama “O agente secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho. O longa chega ao Oscar impulsionado pela vitória no Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme de drama, com Wagner Moura. Nas projeções para a premiação da Academia, o filme aparece cotado para repetir, ao menos, o desempenho de “Ainda estou aqui” no ano anterior, com chances reais de indicação a melhor filme, melhor filme internacional e melhor ator.
Além das categorias principais, Kleber Mendonça Filho também vem sendo citado como possível concorrente a melhor roteiro original, reforçando a presença do filme em áreas consideradas estratégicas pela crítica internacional. Outro avanço importante é a inclusão de “O agente secreto” na shortlist de dez pré-selecionados da nova categoria de melhor elenco, o que amplia o número de possibilidades para o longa brasileiro.
As shortlists divulgadas em meados de dezembro também trouxeram outros nomes do Brasil em posições de destaque. O diretor de fotografia Adolpho Veloso, pelo trabalho em “Sonhos de trem”, está entre os 16 pré-finalistas da categoria. Veloso venceu o Critics Choice e recebeu indicação ao prêmio do sindicato dos diretores de fotografia, o que o coloca como um dos favoritos não apenas à nomeação, mas também à vitória.
Na área de documentários, “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa, figura entre os 15 títulos pré-selecionados, mantendo a diretora brasileira em evidência após o reconhecimento internacional de trabalhos anteriores. Já o curta-metragem “Amarela”, de André Hayato Saito, aparece entre os pré-indicados a melhor curta de ficção, ampliando a diversidade da representação brasileira na disputa.
Caso todas as pré-candidaturas se confirmem, o Brasil poderá chegar a até nove indicações em diferentes categorias, um número inédito para o país. As indicações oficiais ao Oscar serão anunciadas no dia 22, enquanto a cerimônia de entrega das estatuetas está marcada para 15 de março.
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