Sexta-feira, 17 de abril de 2026

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Colunistas Brasil: quem vai pagar a conta?

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Foto: Reprodução

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O ano de 1988 jamais será apagado da memória daqueles que lutaram — e continuam lutando — pela democracia e pela garantia dos direitos dos trabalhadores brasileiros. Conhecida como “Constituição Cidadã”, promulgada naquele ano, é fruto também da luta histórica dos trabalhadores.

Teve entre seus protagonistas uma ampla frente de mobilização composta por sindicatos, movimentos sociais, lideranças políticas e diversos representantes da sociedade. De minha parte, considero Ulysses Guimarães a figura central nessa construção democrática e histórica para o nosso país. Sua luta está expressa em uma frase que até hoje ecoa nas mentes democratas:
“Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo.”

Ao relembrar a contribuição e o legado do movimento sindical, destaco que fomos fundamentais para superar graves afrontas aos nossos direitos. Participamos ativamente da conquista e ampliação de garantias trabalhistas importantes, como o 13º salário para aposentados e pensionistas, a ampliação da licença-maternidade para 120 dias, a criação do FGTS, a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas e a livre organização sindical.

Não podemos esquecer também da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), uma das maiores conquistas sociais do país. Poderia listar muitas outras vitórias da sociedade organizada, mas volto à reflexão provocativa: diante do que estamos assistindo nos últimos tempos, quem vai pagar a conta?

Ao que tudo indica, ela acabará sendo dividida entre os contribuintes, já que desvios bilionários — estimados em até R$ 6,3 bilhões — impactam diretamente o orçamento público.

E não para por aí. Quando pensamos que já vimos de tudo, surgem novos episódios, como o caso do Banco Master. Alguns dirão que o rombo será coberto pelo sistema bancário, por meio do Fundo Garantidor de Créditos. Correto — mas quem garante que esse custo não será repassado aos clientes por meio de tarifas?

Também causaram grande repercussão os fatos recentes envolvendo o contrato do escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes e os voos do ministro Dias Toffoli em aeronaves de um banqueiro. Não me alongarei, pois esses temas vêm sendo amplamente divulgados e acompanhados pela mídia.

Em um ano eleitoral, nós, trabalhadores, deixamos um recado aos futuros representantes do povo: está mais do que na hora de termos um sistema público que seja, de fato, para o povo — transparente e comprometido com a verdade. Não importa se quem governa é de esquerda, centro ou direita. O que nos interessa é a verdade verdadeira.

Somente assim deixaremos de viver na escuridão e de ocupar posições preocupantes, como a 107ª colocação entre 182 países no Índice de Percepção da Corrupção, elaborado pela Transparência Internacional.

Para finalizar, compartilho o que também me inspirou a escrever este texto: a música. Sou apaixonado pela música popular brasileira e pelo samba. Aproveito para registrar meu agradecimento à diretoria da Escola de Samba Periferia da Alvorada pela honra de ter sido tema do Carnaval 2026.

A canção que me inspira é um clássico de Cazuza, em parceria com George Israel e Nilo Romero, eternizada na voz de Gal Costa, em um momento histórico semelhante ao que vivemos:

Brasil, mostra a tua cara!

*Gelson Santana , Presidente do STICC e Secretário Nacional da Construção Civil, Construção Pesada e em Montagem Industrial UGT.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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