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Saúde Brasil tem 17 milhões de crianças e jovens acima do peso, um grave problema de saúde pública

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Não se trata de uma questão pessoal ou de estética, mas de um problema coletivo e de saúde. (Foto: Reprodução)

O Atlas Mundial da Obesidade de 2026 apresentou um cenário preocupante da saúde de crianças e adolescentes. Segundo o relatório lançado pela Federação Mundial de Obesidade, com dados do ano passado, uma em cada cinco crianças e jovens, com idade entre 5 e 19 anos, vive com sobrepeso ou obesidade no mundo. No Brasil, esse índice dobra: são dois em cada cinco. Ou seja, nada menos do que quase 17 milhões de habitantes nessa faixa etária, ou cerca de 40% dessa população, estão com sobrepeso ou obesidade.

Não se trata de uma questão pessoal ou de estética, mas de um problema coletivo e de saúde. Por isso, a divulgação do relatório no Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, busca conscientizar as famílias, as sociedades e os Estados dos riscos do sobrepeso e da obesidade. Fora do peso ideal, cada vez mais crianças e adolescentes são diagnosticados com doenças de adultos, como hipertensão, doença cardiovascular, colesterol alto, hiperglicemia (altas taxas de açúcar) e doença hepática esteatótica (gordura no fígado).

Os números sobre o Brasil indicam a gravidade local: são 6,6 milhões de crianças e 9,9 milhões de adolescentes acima do peso. Eram meio milhão de crianças e jovens com hiperglicemia, o que pode levar a diabetes, uma doença crônica; 1,4 milhão com hipertensão; 1,8 milhão com triglicerídeos elevados; e 4 milhões com gordura no fígado. E, para piorar, a expectativa é de que todas essas doenças avancem ainda mais até 2040.

Fatores sociais, econômicos e culturais ajudam a explicar esse fenômeno. Num país de famílias de renda baixa e média, as mães e os pais, por falta de dinheiro e de tempo, não conseguem comprar alimentos saudáveis ou cozinham cada vez menos em casa. Fazem escolhas erradas, pondo à mesa os ultraprocessados ou itens de baixo ou nenhum valor nutritivo. Não à toa, segundo a Embrapa, o consumo do arroz e do feijão, que são ricos em vitaminas, minerais e proteínas de origem vegetal, vem caindo no Brasil desde os anos 1960.

Diante de tantos desafios impostos às famílias, o poder público não tem o direito de ficar indiferente. As prefeituras, os Estados e o governo federal devem combater o sobrepeso e a obesidade infantojuvenil com seriedade, o que exige a elaboração e a implementação de políticas públicas bem desenhadas, focadas e eficientes.

E sobram exemplos de ações a serem adotadas a fim de mitigar esse problema. Os governos podem restringir a propaganda de alimentos nocivos direcionada às crianças, investir na prevenção e nos cuidados de crianças e adolescentes na atenção primária e estimular as atividades físicas nas escolas, indo muito além das atividades lúdicas ou recreativas.

O Brasil não pode condenar uma geração a padecer de doenças evitáveis. O custo dessa negligência será alto para as famílias, que terão de cuidar de seus enfermos, e para o Estado, que verá aumentar a demanda pelos serviços no Sistema Único de Saúde (SUS). (Opinião/Jornal O Estado de S. Paulo)

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