Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de junho de 2021
Brasil diminui distância para os EUA
Foto: Reprodução de TVCom o avanço da vacinação nos Estados Unidos e a proliferação das variantes gama e delta no Brasil e na Índia, respectivamente, esses dois países se aproximam cada vez mais da nação que ainda lidera o ranking dos mais afetados pela pandemia.
O Brasil se tornou neste sábado (19) o segundo país do mundo a superar as 500 mil mortes por covid-19. Os EUA já passaram inclusive dos 600 mil óbitos, mas o número de novas vítimas tem despencado no país desde janeiro — ao contrário daqui.
No ritmo atual, o Brasil pode ultrapassar os EUA em número de mortes por covid-19 em menos de três meses.
Isso porque, desde 1º de março, o Brasil acumulou mais de 242 mil vítimas da Covid-19 e os EUA, 85 mil (uma diferença de mais de 157 mil óbitos).
Se tamanha diferença se mantiver (mais de 2,2 mil mortes por dia aqui e menos 800 lá), alcançaremos os americanos no final de agosto ou começo de setembro.
Descontrole
A mudança de governo e a aceleração da vacinação nos EUA fizeram as mortes por covid-19 despencarem de um recorde diário de 4.475 em 12 de janeiro para 111 no domingo (13) no país, uma queda de 97,5% em apenas cinco meses.
Enquanto isso, Brasil e Índia viram o número de óbitos explodir a partir de março e abril e ainda não conseguiram fazer a vacinação contra a covid-19 ganhar tração.
Mais de 52% dos americanos já tomaram ao menos uma dose e 44% já estão completamente imunizados, números muito superiores ao de Brasil (28% e 11%, respectivamente) e Índia (15% e 3,5%). Com isso, e o país já relaxou a maioria das medidas de restrição, como o uso de máscaras ao ar livre.
Já a média de novos óbitos no Brasil saiu de 305 em 5 de novembro para um pico de 3.123 em 12 de abril, uma alta de 953% em pouco mais de 6 meses. Após uma queda em abril e maio, ela voltou a subir em junho e a passar dos 2 mil.
Atualmente, o país só não registra mais vítimas da covid-19 por dia do que a Índia, que já bateu por duas vezes o recorde mundial de mortes registradas em 24 horas e está com uma média de novos óbitos de 2,5 mil atualmente.
Os EUA, por outro lado, estão com uma média de 312 mortes por dia, o mesmo patamar do final de março de 2020, no início da pandemia.
O número de novas vítimas é menor até do que o de nações com populações muito menores, como Colômbia (média de 590 óbitos por dia e 50 milhões de habitantes) e Argentina (média de 517 e 45 milhões). Os EUA têm mais que o triplo de habitantes do que os dois países juntos (331 milhões).
Em números absolutos, o Brasil entrou no ranking dos 10 países com mais mortes por Covid-19 em 27 de abril de 2020 e não saiu mais (já são 400 dias consecutivos). E se tornou a segunda nação com mais vítimas em 10 de junho do mesmo ano (estamos há 374 dias seguidos atrás apenas dos EUA).
No ranking proporcional, que leva em consideração o tamanho da população, o Brasil é o 9º pior do mundo, atrás apenas de países pequenos (todos com 10 milhões de habitantes ou menos, exceto o Peru). San Marino, por exemplo, é o 5º da lista e tem apenas 34 mil moradores e 90 vítimas do vírus.
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Nilton Giusti Veiga kkkk estilo Bolsonarista de ser. Cara, internacionalmente somos tido como um desastre sanitário. Lamento informar se tu n sabia disso. o q tu esperava qdo o mito sabotou o plano de imunização? agora é culpa da mídia? Forte abraço amigo
É bom tu voltares para a escola básica e aprenderes interpretação de textos, certamente não tivesse esta matéria ou nunca conseguistes aprendê-la. Novamente tu comentando idealismo político, quando meu comentário critica a mania que a imprensa tem de comparar resultados de outras nações com o Brasil inferiorizando nosso País.
Babaca!!!
Ja disse, somos tido por corruptos. Nao bastou pelo visto, elegemos um ser humano deste tipo e, por conseguinte, só poderíamos ter chegado nesse número. Infelizmente, n há surpresa. Pior de tudo, a contagem continua…
é a mídia é toda comunista kkkkkk os jornalistas se formaram após o governo Bolsonaro kkkk só rindo de tanto devaneio
Imprensa podre! Isso parece competição, um jogo, onde a regra é, o país em que morrerem mais pessoas ganha o prêmio.
Cada país tem seus problemas, suas características, seus entraves…podem até comentar que em determinado lugar morreram X pessoas e aqui Y pessoas mas, comparar estatísticamente um dado com outro em detrimento do Brasil para inferiorizar a nação é antipatriotismo.
À quem interessa essa estatística comparativa, absurda ?