Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020

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Brasil Brasil ultrapassa 159 mil mortes por coronavírus

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Em números absolutos, o Brasil é o terceiro país do mundo com mais infecções. (Foto: Divulgação/SES)

O Brasil registrou oficialmente 508 mortes ligadas ao coronavírus e 22.282 casos de infecção nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Ministério da Saúde. Com o novo balanço, o total de infectados vai a 5.516.658, enquanto o total de óbitos chega a 159.477.

São Paulo é o estado brasileiro mais atingido pela epidemia, com 1.113.788 casos e 39.255 mortes. O total de infectados no território paulista supera os registrados em praticamente todos os países do mundo, exceto Estados Unidos, Índia, Rússia, França, Espanha e Argentina. Minas Gerais é o segundo estado brasileiro com maior número de casos, somando 357.347, seguido de Bahia (352.700), Rio de Janeiro (309.496), Ceará (273.552) e Santa Catarina (256.356).

Já em número de mortos, o Rio de Janeiro é o segundo estado com mais vítimas, somando 20.565 óbitos. Em seguida vêm Ceará (9.337), Minas Gerais (8.962), Pernambuco (8.609) e Bahia (7.600). A taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 75,9 no Brasil, uma das mais altas do mundo – só fica abaixo dos índices registrados no Peru (107,27), Bélgica (99,00), Bolívia (76,67) e Espanha (76,28), quando desconsiderados os países nanicos San Marino e Andorra.

A cifra brasileira também supera a dos EUA (69,89), nação mais atingida pela pandemia no planeta, e a do Reino Unido (69,25), país europeu com mais mortes. Em números absolutos, o Brasil é o terceiro país do mundo com mais infecções, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 9 milhões de casos, e da Índia, com 8,08 milhões. Mas é o segundo em número de mortos, depois dos EUA, onde morreram mais de 229 mil pessoas.

A Índia, que chegou a impor uma das maiores quarentenas do mundo no início da pandemia e depois flexibilizou as restrições, é a terceira nação com mais mortos, somando 121 mil. Ao todo, mais de 45,3 milhões de pessoas já contraíram o coronavírus no mundo, e 1,18 milhão de pacientes morreram em decorrência da doença.

Investimento

O Ministério da Saúde criou o Projeto VigiAR SUS, uma Rede Nacional de Vigilância, Alerta e Resposta à Emergência de Saúde Pública decorrente da Covid-19 no país. A medida irá ampliar e fortalecer ações locais para uma resposta mais rápida e oportuna sobre o comportamento do vírus nos estados e municípios, como detecção precoce, alerta a mudanças no cenário epidemiológico local, prevenção e controle da disseminação do vírus, notificação imediata, entre outras medidas. O Governo Federal está investindo mais de R$1,5 bilhão nas ações que compõem o projeto.

“O VigiAR nasceu dentro do contexto da pandemia da Covid-19 e representa mais segurança, mais tecnologia e mais saúde para a população brasileira. Vamos ampliar cada vez mais nossa capacidade de vigilância e alerta à Covid-19 e outras doenças no Brasil. O projeto irá fortalecer e capacitar ainda mais nossa capacidade de resposta” destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Os recursos já estão sendo transferidos para todo o país, visando fortalecer toda a rede de vigilância epidemiológica dos estados e municípios, responsáveis por ações como detecção e monitoramento do vírus, testagens, vacinação, pesquisas, confirmação da causa de morte, entre outras.

Serão R$ 285 milhões destinados à ampliação da capacidade de testagem dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) e toda a rede de vigilância laboratorial, fortalecendo serviços de detecção e investigação de surtos, estudos de prevalência do vírus e monitoramento.

A medida também financiará o Inquérito Soroepidemiológico PNAD Covid-19 no Brasil. Serão investidos R$ 204 milhões para estimar a prevalência da infecção por SARS-CoV-2 em 3.464 municípios. Cerca de 600 mil pessoas devem participar da pesquisa. Será um dos maiores inquéritos relacionados ao comportamento da Covid-19 no mundo. A pesquisa fornecerá dados sobre a disseminação da doença no Brasil, possibilitando conhecer a dinâmica do vírus no território nacional, e assim planejar a adoção de medidas de prevenção, contenção e controle do vírus.

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