Domingo, 11 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de agosto de 2015
A cientista social e jornalista Manuela Lavinas Picq chegou por volta de 6h30min desse sábado ao Rio de Janeiro (RJ). Manuela veio do Equador depois de ter seu visto de permanência no país cassado por autoridades equatorianas. No dia 13, ela foi agredida e detida por policiais em uma manifestação na capital Quito, da qual participava junto com seu namorado, Carlos Pérez Guartambel, presidente de uma associação pró-indígena.
Ela afirmou que levará o caso à corte interamericana de direitos humanos, questionando a suspensão de seus direitos migratórios de maneira considerada por ela “arbitrária”. “Meu visto foi cancelado de modo completamente arbitrário, sem nenhuma justificativa. Eu nunca fui informada. Administrativamente, não seguiu os trâmites a nível jurídico”, disse.
Manuela deve fazer exames oftalmológicos porque passou sete horas sem enxergar com o olho esquerdo depois de ter sido agredida por policiais. “Ainda estou me recuperando dos golpes da semana passada”, afirmou.
Visto
Para tentar voltar ao país, a jornalista pedirá no Brasil um visto vigente no Mercosul. Caso ele seja negado, solicitará o reconhecimento da união estável com o namorado e um documento de permanência para os indígenas equatorianos, já que esses povos têm autonomia (inclusive jurídica) sobre seus próprios territórios. “O Equador é um Estado plurinacional, onde os povos indígenas são autônomos“, justifica. (AE)
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