Terça-feira, 20 de Outubro de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
26°
Fair

Economia Brasileiro falou sobre morte um dia antes do acidente em Portugal, afirma sua irmã

Compartilhe esta notícia:

Loverci de Castro Junior despencou de uma altura de 20 metros enquanto trabalhava. (Foto: Arquivo Pessoal)

A família de Loverci de Castro Junior, de 31 anos, que morreu em Portugal ao cair de uma altura de 20 metros, conseguiu arrecadar R$ 26 mil para fazer o translado do corpo para Guarujá, no litoral de São Paulo. Ele trabalhava instalando painéis solares no momento da queda. A previsão é de que o corpo chegue ao Brasil nesta quarta-feira (23).

O dinheiro foi arrecadado por meio de uma campanha criada nas redes sociais. Diversas pessoas da cidade se solidarizaram com a família do rapaz e doaram a quantia que faltava para trazer o corpo de volta ao país. O seguro dele não cobria as despesas de translado em caso de morte acidental.

O desejo de ser sepultado no Brasil foi expressado por ele um dia antes do acidente. Em uma conversa com a mãe por telefone, Junior contou a respeito de um acidente de trabalho com outro funcionário da empresa para a qual prestava serviços. Segundo a irmã, Kathleen Gomes dos Santos Castro Lopes, de 33 anos, ele teria feito a mãe prometer que o traria de volta caso acontecesse algo.

Minha mãe falou com ele e pediu para se cuidar. Aí ele perguntou: ‘mãe, se eu morresse aqui, a senhora ia buscar o meu corpo?’. Minha mãe falou para ele parar de brincadeira. Ele ainda disse: ‘fala para mim, mãe. Quero escutar a senhora falar que buscaria o meu corpo e não me deixaria aqui’. É o mínimo que a gente poderia fazer pelo meu irmão. Era como se ele tivesse nos avisando”, conta.

Em menos de dez dias, a família conseguiu mobilizar diversas pessoas dentro e fora da comunidade na qual ele morava antes de se mudar junto com a esposa para Braga, no extremo Norte de Portugal, em novembro do ano passado. O casal havia acabado de ganhar um terreno em Guarujá e pretendia juntar dinheiro para voltar ao Brasil e construir a moradia.

Nem imaginávamos que ele era tão querido assim. Sabíamos que ele era muito conhecido, mas, depois dessa mobilização, vimos o quão grande era o amor das pessoas por ele. Foi incrível, muito lindo. Depois desse milagre de conseguir o dinheiro, nos sentimos mais fortes”, desabafa a irmã.

Conseguir o dinheiro para trazer o Junior de volta ao Brasil traz a sensação de conforto para a família, que poderá dar o último adeus ao rapaz, conforme conta Kathleen. “Agora, quando nos unimos para falar do meu irmão, até conseguimos sorrir. Olhamos de outra forma tudo isso que aconteceu com ele. Só olhávamos como tragédia, mas agora conseguimos ver que era um propósito de Deus, que ele tinha um plano traçado”, finaliza.

Relembre o caso

No dia do acidente, no último dia 11, testemunhas relataram à família que ele decidiu subir para ajustar os painéis solares logo após o almoço, para poder sair mais cedo do serviço. Momentos antes, ele havia realizado uma roda de oração entre os trabalhadores. Ainda conforme as testemunhas, Junior teria se distraído e se apoiado em uma telha que não era capaz de sustentar seu peso. As telhas que seriam capazes de sustentá-lo são intercaladas com as mais frágeis.

O acidente ocorreu em um imóvel em Mangualde, cidade portuguesa do Distrito de Viseu. O serviço de emergência foi acionado, mas Junior morreu após a queda. Desde então, o corpo dele está em uma funerária portuguesa, aguardando o pagamento de 7 mil euros para o translado. As informações são do portal de notícias G1.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Bolsas europeias operam em queda por temor de segunda onda de coronavírus
Otimismo do trabalhador sobe em relação à renda e carreira, mas cai quanto à manutenção do emprego, diz pesquisa
Deixe seu comentário
Pode te interessar