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Economia Brasileiros que vivem fora das regiões metropolitanas têm mais dinheiro para gastar

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Existe um movimento das pessoas estarem preferindo morar com mais conforto no interior, mas gastando o mesmo que na capital. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Desde 2011, o potencial de consumo no interior é maior do que o das capitais e das regiões metropolitanas. Levantamento feito pela consultoria IPC Marketing a pedido do Estadão, mostra que as cidades do interior atualmente concentram um potencial de quase R$ 3,1 trilhões, ou 54,9% do total do País. Em 2000, esse número era de R$ 382,9 bilhões, com participação de 46,9%.

E o ritmo de crescimento do Interior deve seguir mais acelerado, segundo Marcos Pazzini, fundador da IPC. “Nas últimas décadas, houve um trabalho intenso de prefeituras e governos para levar empresas e indústrias para o interior, com subsídios fiscais e facilidades. Essas empresas se instalaram e ajudaram no desenvolvimento da cidades”, diz Pazzini. “Agora, pelo efeito da pandemia de covid-19, também existe um movimento das pessoas estarem preferindo morar com mais conforto no interior, mas gastando o mesmo que na capital.”

Uma das empresas que mais demonstram esse poder do consumo do interior é o Grupo Mateus, criada no Maranhão. “Temos um jeito simples do interior, somos uns caipiras da roça, e aprendemos a nos ‘virar nos 30. O nosso modelo de negócio nasceu por causa das dificuldades que tínhamos”, afirma Ilson Mateus, presidente e fundador da empresa, que realizou IPO em 2020 (o segundo maior daquele ano) e faturou R$ 15,9 bilhões no ano passado.

Força do agronegócio

O agronegócio também ajudou a dar mais força à economia do interior. A participação do setor no PIB chegou a 27,4% de toda a economia do País – os cálculos são da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq/USP), em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, mesmo com um cenário um pouco mais complicado no curto prazo, com o aumento do preço dos insumos causado pela pandemia e a guerra entre Rússia e Ucrânia, a tendência é de que o crescimento do PIB dessas regiões continue muito mais alto do que a média do Brasil.

Para se ter uma ideia, o crescimento acumulado médio do PIB dos Estados do Centro Oeste entre 1986 e 2022 é estimado em 357%, contra 103,6% da média brasileira, no mesmo período, aponta a MB Associados. Isoladamente, o Estado de Mato Grosso cresceu 639% nesses 36 anos.

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