Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de dezembro de 2025
O funeral de Brigitte Bardot acontecerá na próxima semana em Saint-Tropez, anunciou sua fundação nessa segunda-feira (29), enquanto a França debate como homenagear a lenda do cinema que, em seus últimos anos, adotou posições próximas à extrema direita.
A diva da sétima arte morreu no domingo (27), aos 91 anos, em sua casa na pequena cidade portuária mediterrânea, onde vivia há décadas. Veículos de comunicação do mundo todo publicaram suas fotos mais icônicas e homenagens após o anúncio de sua morte.
O funeral de Brigitte Bardot será realizado no dia 7 de janeiro na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Saint-Tropez, seguido de um sepultamento privado e confidencial, informou a Fundação Brigitte Bardot à AFP nessa segunda-feira.
A cerimônia religiosa será transmitida em telões instalados no porto e na praça central de Saint-Tropez. Após o sepultamento, está prevista uma homenagem aberta a todos os moradores da cidade e admiradores da atriz, acrescentou a Fundação.
Bardot ficou famosa em 1956 com o filme E Deus Criou a Mulher, participou de quase 50 filmes e virou símbolo sexual e ícone de estilo. Porém, deixou o cinema em 1973 para se dedicar à defesa dos direitos dos animais.
Desde então, seus vínculos com a extrema direita despertaram polêmica.
Foi condenada cinco vezes por discurso de ódio contra muçulmanos, mas também contra os habitantes da ilha francesa de Reunião, a quem descreveu como “selvagens”.
Enterro em Saint-Tropez
Bardot disse que queria ser enterrada em seu jardim com uma simples cruz de madeira, assim como seus animais, e que queria evitar “uma multidão de idiotas” no funeral.
Nascida em 28 de setembro de 1934 em Paris, Bardot cresceu em uma família católica tradicional e abastada. Casou-se quatro vezes e teve um filho, Nicolas-Jacques Charrier, com seu segundo marido, o ator Jacques Charrier.
Após deixar o cinema, Bardot refugiou-se em sua casa em Saint-Tropez para se dedicar à defesa dos direitos dos animais.
“Sou muito orgulhosa do primeiro capítulo da minha vida”, declarou à AFP em 2024, antes de completar 90 anos. “Ganhei fama, e essa fama me permite proteger os animais, a única causa que realmente me importa”. As informações são da agência de notícias AFP.