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Saúde Butantan fará novo pedido à Anvisa para uso da Coronavac em crianças a partir de 3 anos

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Atualmente, autorização da Anvisa é para uso da CoronaVac a partir de 6 anos. (Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini)

Em 15 dias, o Instituto Butantan pretende fazer um novo pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vacinar crianças a partir de 3 anos com a CoronaVac. A informação foi revelada pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, nesta quarta-feira (16).

“Nos próximos 15 dias nós vamos completar o dossiê junto à Anvisa solicitando a ampliação da vacinação para o grupo de 3 a 6 anos com a CoronaVac. A vacina mais segura para essa população. Esperamos poder obter essa autorização e ampliar, assim, a cobertura vacinal para a faixa de 3 a 6 anos”, afirmou.

Atualmente, a CoronaVac pode ser ministrada em crianças a partir dos 6 anos. No primeiro pedido, o Butantan pretendia que o uso começasse aos 3 anos, mas os dados foram considerados insuficientes pela Anvisa para menores de 6 anos.

Dimas Covas afirmou que nesta quinta-feira (17), o Butantan vai entregar 10 milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde, para vacinação de crianças em todo o País. “O contrato foi assinado entre ontem à noite e hoje de manhã, e a liberação será imediata. Neste momento, estamos nos preparando para fazer essa entrega, que será encaminhada amanhã de manhã.”

Nova versão

Outro anúncio feito por Dimas Covas é que a SinoVac, fabricante da CoronaVac, está desenvolvendo uma nova versão do imunizante, especialmente contra a ômicron. “Nossa parceira SinoVac anunciou o desenvolvimento da variante ômicron e essa vacina deve entrar em estudos clínicos ainda esse mês. Um estudo clínico deve se iniciar em Hong Kong, na China, e nós estamos nos preparando também para fazer um braço desse estudo aqui no Brasil.”

Paxvolid

No mesmo dia, a Anvisa recebeu um pedido de uso emergencial do medicamento Paxlovid, desenvolvido pela farmacêutica norte-americana Pfizer. Composto pela combinação do nirmatrelvir e do ritonavir, o remédio antiviral é recomendado para casos leves e moderados da covid-19. O uso é oral.

“Paxlovid tem o potencial de desempenhar um papel-chave na mudança do curso dessa pandemia, ajudando a salvar vidas, reduzindo a gravidade das infecções da covid-19 e podendo até aliviar a sobrecarga do sistema de saúde”, defende Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil, em comunicado.

No total, o prazo de avaliação para o uso emergencial e temporário do medicamento da Pfizer contra a covid-19 é de até 30 dias. No entanto, a análise não considera o tempo do processo em status de exigência técnica, que é quando o laboratório precisa responder questões técnicas”, comenta a Anvisa.

De acordo com a agência, as primeiras 24 horas serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e verificar se todos os documentos necessários para analisar a segurança e eficácia do Paxlovid foram recebidos. “Se houver informações importantes faltando, a Agência pode solicitá-las ao laboratório”, explica, em nota.

Vale lembrar que o antiviral Paxlovid já recebeu a autorização de uso emergencial nos Estados Unidos em dezembro de 2021. Desde então, é usado como uma das estratégias para controlar a doença em pacientes infectados. Além disso, foi aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e pelas autoridades de saúde do Canadá.

Como funciona o remédio da Pfizer?

O medicamento da Pfizer combina nirmatrelvir — que bloqueia a replicação do vírus — e ritonavir — cuja função é aumentar a duração do efeito. Para ser mais preciso, a fórmula foi “projetada para bloquear a atividade da protease 3CL do SARS-CoV-2, uma enzima de que o coronavírus precisa para replicar”, segundo a empresa.

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